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SUS terá três novos medicamentos para tratamento do câncer de pulmão a partir de outubro

Brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe serão oferecidos gratuitamente pela rede pública; cerca de 1,9 mil pacientes devem ser beneficiados inicialmente

🕒 Publicado em 31/08/2026 às 15:56

Pacientes com câncer de pulmão atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a três novos medicamentos a partir de outubro. A inclusão do brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe amplia as opções de tratamento disponíveis na rede pública para diferentes perfis da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 1,9 mil pacientes deverão ser beneficiados. Os medicamentos são considerados terapias de alta tecnologia e podem representar um custo elevado para quem precisa recorrer à rede privada. Juntos, os tratamentos podem chegar a valores de até R$ 643 mil por ano.

Medicamentos atuam de formas diferentes

O brigatinibe e o gefitinibe são medicamentos administrados por via oral e fazem parte das chamadas terapias-alvo. Eles atuam diretamente sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas.

Além da possibilidade de utilização em casa, esse tipo de tratamento pode apresentar menor incidência de determinados efeitos adversos quando comparado a alguns esquemas tradicionais de quimioterapia, dependendo das características do paciente e da doença.

Já o durvalumabe atua de maneira diferente. O medicamento estimula o sistema imunológico para que o próprio organismo tenha maior capacidade de combater as células tumorais.

A indicação inclui pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos à cirurgia. De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento está associado a ganhos na sobrevida global dos pacientes.

Governo federal vai financiar os tratamentos

Os três medicamentos passarão a ser financiados integralmente pelo governo federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco).

A política foi criada com o objetivo de ampliar a oferta de medicamentos de alto custo para pacientes que realizam tratamento contra o câncer pelo SUS.

Ao todo, a AF-Onco prevê a disponibilização de 23 medicamentos oncológicos de alto custo, o que representa um aumento de aproximadamente 35% na oferta de tratamentos na rede pública.

A estimativa do governo é de que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pela nova política.

Investimento chega a R$ 2,1 bilhões por ano

Para manter a ampliação da assistência, o orçamento anual estimado para a AF-Onco é de aproximadamente R$ 2,1 bilhões.

A medida busca reduzir as desigualdades no acesso a tratamentos de maior complexidade e garantir que medicamentos que podem ter custos elevados no setor privado estejam disponíveis aos pacientes atendidos pelo sistema público.

Com a chegada dos novos medicamentos, o SUS amplia as alternativas terapêuticas para pessoas com câncer de pulmão e fortalece a oferta de tratamentos considerados estratégicos para o controle e a evolução da doença.

**Informações via Agência Brasil

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