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Ataques conjuntos de EUA e Arábia Saudita no Iraque deixam ao menos 20 mortos e ampliam tensão no Oriente Médio

Bombardeios tiveram como alvo grupos paramilitares apoiados pelo Irã; governo iraquiano convoca reunião de emergência diante da escalada do conflito

🕒 Publicado em 29/07/2026 às 08:10

Pelo menos 20 pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas após ataques conjuntos realizados pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita contra instalações militares no Iraque ligadas às Forças de Mobilização Popular (FMP), grupo paramilitar apoiado pelo Irã. A informação foi divulgada pelas próprias FMP por meio de comunicado publicado no aplicativo Telegram.

Segundo a organização, os bombardeios atingiram bases localizadas nas províncias de Bagdá, Wasit, Nínive, Basra, Kirkuk, Karbala e Diyala, provocando danos em quartéis, veículos e equipamentos militares.

Bombardeios atingiram diversos alvos

Em comunicado anterior, a 30ª Brigada das FMP informou que sete ataques aéreos atingiram posições estratégicas na província de Nínive, no norte do Iraque, durante a madrugada, resultando na morte de dez pessoas e deixando outras seis feridas.

As Forças de Mobilização Popular fazem parte oficialmente das estruturas de segurança do Iraque, mas mantêm estreita ligação com grupos apoiados pelo governo iraniano.

EUA e Arábia Saudita confirmam operação

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou a ofensiva militar e informou que os ataques tiveram como alvo grupos armados alinhados ao Irã.

Segundo os militares americanos, a operação foi realizada em resposta a ataques atribuídos a essas organizações contra tropas dos Estados Unidos e contra instalações da infraestrutura energética da Arábia Saudita.

O governo saudita também confirmou sua participação na ação conjunta e afirmou que não busca ampliar o conflito, mas que responderá a novas agressões contra seu território e seus interesses.

Governo iraquiano reage

Após os ataques, o primeiro-ministro do Iraque, Ali Falih Al-Zaidi, convocou uma reunião extraordinária do Conselho Ministerial de Segurança Nacional para avaliar a situação e discutir as medidas que poderão ser adotadas diante da escalada da violência.

O governo iraquiano mantém relações diplomáticas e militares tanto com os Estados Unidos quanto com o Irã, situação que torna o cenário ainda mais delicado diante do agravamento das tensões regionais.

Conflito ganha nova dimensão

Os bombardeios representam a retomada das operações militares americanas no Oriente Médio após uma breve suspensão da ofensiva anunciada na semana anterior.

A nova ação ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo o Irã, que, segundo autoridades americanas, intensificou ataques contra interesses dos Estados Unidos e de seus aliados na região.

Além disso, o conflito também se estende ao Mar Vermelho e ao Estreito de Ormuz, áreas estratégicas para o transporte mundial de petróleo.

Risco de escalada preocupa comunidade internacional

A participação oficial da Arábia Saudita nos ataques marca uma nova fase da crise regional e amplia o risco de expansão do conflito envolvendo países e grupos armados aliados do Irã.

Paralelamente, autoridades dos Estados Unidos informaram que sistemas de defesa interceptaram ataques iranianos contra posições militares americanas na região, enquanto a Jordânia afirmou ter abatido mísseis lançados em direção ao seu território.

Com o agravamento da situação, aumentam as preocupações internacionais sobre os impactos do conflito na segurança regional, no mercado global de energia e na estabilidade do Oriente Médio.

CNN

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