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Lula e Xi Jinping reforçam parceria entre Brasil e China e defendem soberania diante de interferências externas

Presidentes conversaram por telefone sobre cooperação estratégica, comércio, acordo Mercosul-China e desafios do cenário internacional

🕒 Publicado em 27/07/2026 às 10:55

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone na noite de domingo (26) para tratar do fortalecimento das relações bilaterais, da ampliação da cooperação estratégica e de temas ligados ao cenário internacional.

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi Jinping manifestou apoio ao Brasil na defesa de sua soberania e afirmou que a China se opõe a qualquer tipo de interferência externa nos assuntos internos do país, incluindo o processo eleitoral brasileiro.

Defesa da soberania e cooperação internacional

Durante a conversa, Xi Jinping destacou que China e Brasil desempenham papel relevante entre os países do Sul Global e defendeu maior cooperação na promoção da estabilidade internacional e na reforma da governança global.

De acordo com o presidente chinês, seu país reconhece a importância do Brasil no cenário internacional e apoia a preservação da soberania e da independência brasileira.

Ainda segundo a agência chinesa, Xi afirmou que Pequim está disposta a ampliar a coordenação estratégica com o governo brasileiro em temas de interesse comum.

Relações comerciais e acordo Mercosul-China

Os dois líderes também discutiram o fortalecimento das relações econômicas entre os países e defenderam o avanço das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China.

Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o governo brasileiro informou que os presidentes trataram da implementação de projetos conjuntos de desenvolvimento e reafirmaram o compromisso de ampliar a cooperação em áreas consideradas estratégicas.

Entre os setores citados estão inteligência artificial, tecnologia espacial, produção de satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Lula reiterou que o Brasil continuará trabalhando para diversificar mercados e ampliar parcerias comerciais, fortalecendo a inserção internacional da economia brasileira.

Conflitos internacionais também estiveram na pauta

Os presidentes manifestaram preocupação com o aumento das tensões internacionais e com os impactos dos conflitos sobre a segurança alimentar, energética e a economia global.

Ao abordar a situação no Oriente Médio, Lula e Xi destacaram os efeitos das restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb para o comércio internacional e demonstraram preocupação com a crise humanitária na Faixa de Gaza.

Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, ambos defenderam a continuidade das iniciativas diplomáticas para uma solução negociada do conflito e destacaram o papel do Grupo de Amigos da Paz, criado por Brasil e China em 2024 no âmbito das Nações Unidas.

Defesa do multilateralismo

Durante o diálogo, os dois chefes de Estado também avaliaram o cenário internacional e criticaram as dificuldades enfrentadas pelo Conselho de Segurança da ONU para responder às atuais crises globais.

Ao final da conversa, Brasil e China reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e concordaram em manter estreita coordenação em organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Brics.

A conversa ocorreu em um momento de intensificação das discussões sobre o comércio internacional e da estratégia brasileira de ampliar mercados e fortalecer relações econômicas com diferentes parceiros ao redor do mundo.

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