Mais de 11 toneladas de resíduos de papel descartados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso ganharão uma nova destinação por meio da reciclagem. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) encaminhou 11.584 quilos do material à Associação de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Mato Grosso (Asmats), dando continuidade às ações de sustentabilidade desenvolvidas pela instituição.
A iniciativa integra o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e é realizada por meio da parceria mantida entre o Tribunal e a associação. O trabalho envolve a Coordenadoria Administrativa, o Departamento de Material e Patrimônio (DMP) e o Núcleo de Sustentabilidade.
Antes de ser encaminhado para a reciclagem, o material passa por uma avaliação técnica para confirmar que não possui mais utilidade para as atividades do Judiciário. Após essa análise, os resíduos são separados, selecionados e pesados pela Divisão de Estoque do Departamento de Material e Patrimônio.
Mais de 180 toneladas destinadas desde 2022
A nova entrega faz parte de um trabalho de gestão ambiental desenvolvido pelo Tribunal nos últimos anos. Entre 2022 e o primeiro semestre de 2026, o TJMT destinou 180.445,58 quilos de materiais recicláveis.
O volume inclui resíduos de papel, vidro, plástico, metal e outros materiais gerados nas atividades do Judiciário mato-grossense.
A destinação adequada contribui para que esses materiais retornem à cadeia produtiva, fortalecendo a economia circular e diminuindo a quantidade de resíduos encaminhados aos aterros sanitários.
Além dos benefícios ambientais, a iniciativa possui impacto social ao colaborar diretamente para a geração de trabalho e renda das famílias que atuam na coleta e separação de materiais recicláveis.
Ação integra política de sustentabilidade
O trabalho também contribui para o cumprimento das metas estabelecidas no Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e para os indicadores utilizados na avaliação das práticas de sustentabilidade do Poder Judiciário.
As medidas seguem as diretrizes da Resolução nº 400/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece a política de sustentabilidade no âmbito dos órgãos do Judiciário.
A parceria com a Asmats permite que materiais considerados sem utilidade para as atividades administrativas sejam reaproveitados e transformados novamente em recursos para a cadeia produtiva.
Reciclagem também gera renda
Para os trabalhadores da associação, o recebimento dos materiais representa uma importante fonte de sustento.
A presidente da Asmats e educadora ambiental Maria Aparecida do Nascimento destacou que os resíduos destinados pelo Tribunal possuem valor econômico e social para as famílias que trabalham diretamente com a reciclagem.
Segundo ela, materiais que muitas vezes são considerados apenas lixo representam oportunidade de trabalho e geração de renda para os catadores. A parceria também contribui para ampliar o reconhecimento da importância desses profissionais para a preservação ambiental.
Com ações de destinação adequada dos resíduos, o Judiciário mato-grossense busca conciliar práticas administrativas sustentáveis com responsabilidade social, contribuindo para reduzir impactos ambientais e fortalecer o trabalho desenvolvido pelas organizações de reciclagem.




