O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (9) em clima de otimismo, com queda expressiva do dólar e novo recorde da bolsa de valores. O movimento reflete um ambiente global mais favorável ao risco e a reação dos investidores a dados recentes da economia brasileira.
A moeda norte-americana fechou o dia em baixa de 1,02%, cotada a R$ 5,011, atingindo o menor patamar em mais de dois anos. Durante o pregão, chegou a se aproximar da marca simbólica de R$ 5. No acumulado da semana, a queda foi de 2,9%, enquanto no ano a desvalorização já soma 8,72%.
Especialistas apontam que a retração do dólar está ligada a três fatores principais: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o bom desempenho das exportações de commodities e a redução das tensões geopolíticas no cenário internacional. Esse contexto diminui a procura global por ativos considerados mais seguros, como a moeda americana.
No cenário interno, a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que registrou alta de 0,88%, acima das expectativas, reforçou a perspectiva de manutenção dos juros em níveis elevados. Isso tende a aumentar a atratividade do real para investidores estrangeiros.
Impulsionada por esse ambiente, a bolsa brasileira manteve sua trajetória de alta. O Ibovespa avançou 1,12% e encerrou aos 197.324 pontos, estabelecendo um novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice chegou a superar os 197,5 mil pontos, ficando próximo da marca dos 200 mil.
Foi o nono pregão consecutivo de ganhos e o 16º fechamento recorde em 2026, consolidando uma das melhores sequências recentes do mercado. Na semana, o índice acumulou valorização de 4,93%.
O principal motor dessa performance tem sido a entrada consistente de capital estrangeiro. Dados do Banco Central indicam ingresso líquido de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira nos últimos 12 meses até fevereiro, fortalecendo o real e impulsionando os ativos brasileiros.
No mercado internacional, o petróleo apresentou leve recuo, mas manteve relativa estabilidade. O barril do tipo Brent fechou a US$ 95,20, com queda de 0,75%, enquanto o WTI recuou 1,33%, cotado a US$ 96,57. Os investidores seguem atentos às negociações diplomáticas envolvendo países do Oriente Médio.
**Informações via Agência Brasil




