O vereador Adevair Cabral decidiu retirar de tramitação, nesta quinta-feira (16), o projeto que previa a criação da Semana de Valorização da Paternidade e do Homem em Cuiabá. A proposta havia sido apresentada recentemente na Câmara Municipal, mas acabou gerando forte repercussão negativa, especialmente nas redes sociais.
Parte das críticas questionou o momento da iniciativa, diante do aumento dos casos de violência contra a mulher e feminicídios em Mato Grosso, o que trouxe debate sobre prioridades nas políticas públicas.
O projeto previa incluir a semana no calendário oficial do município, a ser realizada no período que antecede o Dia dos Pais. Entre os objetivos estavam a promoção de debates sobre paternidade, saúde masculina e o papel do homem na sociedade.
Diante da reação, o parlamentar afirmou que optou por retirar o texto para revisão. Segundo ele, a intenção é corrigir pontos e tornar a proposta mais clara e eficiente, não descartando uma futura reapresentação com ajustes.
A proposta chegou a ser lida em plenário, iniciando sua tramitação, mas não avançou nas comissões devido à repercussão.
Objetivos da proposta
O texto previa diretrizes como o incentivo à participação ativa dos pais na vida dos filhos, o fortalecimento dos vínculos familiares e a valorização de comportamentos ligados à responsabilidade e ao cuidado.
Também incluía ações voltadas à saúde do homem, como campanhas de prevenção ao câncer de próstata e discussões sobre saúde mental.
Outro ponto abordado era o combate a estigmas sociais relacionados à expressão emocional masculina, com incentivo ao acesso ao apoio psicológico e reflexões sobre pressões sociais que impactam a saúde mental.
Na justificativa, o autor destacou que a proposta buscava incentivar uma masculinidade mais equilibrada, baseada no respeito, empatia e cooperação.
Contexto
O debate ocorre em meio a um cenário preocupante de violência de gênero no estado. Mato Grosso registra índices elevados de feminicídio, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à conscientização e à promoção de relações mais saudáveis.
Mesmo com a retirada, o projeto pode retornar à pauta após reformulação, passando novamente pelas comissões antes de eventual votação em plenário.




