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Trump aprova execução por fuzilamento de ex-psiquiatra condenado por ataque em Fort Hood

Nidal Hasan foi condenado à morte em 2013 por matar 13 pessoas e ferir outras 32 durante ataque em base militar no Texas

🕒 Publicado em 06/10/2026 às 08:35

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução por fuzilamento do ex-major do Exército Nidal Hasan, condenado pela morte de 13 pessoas durante um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.

A decisão foi comunicada pelo Pentágono na segunda-feira. Segundo o porta-voz da instituição, Sean Parnell, a execução foi autorizada por Trump após recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Hasan, que na época era psiquiatra do Exército, abriu fogo dentro de uma instalação médica da base militar. O ataque matou 12 soldados da ativa e um militar aposentado, além de deixar outras 32 pessoas feridas.

Durante o ataque, Hasan gritou “Allahu Akbar”, expressão árabe que significa “Deus é grande”. Posteriormente, ele afirmou que o atentado estava relacionado à sua oposição às guerras conduzidas pelos Estados Unidos no mundo muçulmano.

Execução ainda não tem data definida

A data, o horário e o local da execução ainda serão definidos pelo secretário do Exército americano.

A pena de morte foi determinada por um tribunal militar em agosto de 2013, quando Hasan foi considerado culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado.

O ataque aconteceu poucas semanas antes de Hasan ser enviado ao Afeganistão. Atualmente com 56 anos, ele ficou parcialmente paralisado depois de ser baleado pela polícia durante sua prisão e passou a utilizar cadeira de rodas.

De acordo com o Código Uniforme de Justiça Militar dos Estados Unidos, uma sentença de morte determinada por uma corte marcial precisa ser aprovada pelo presidente antes de ser executada.

Fuzilamento volta a ser opção para execuções federais

O fuzilamento está entre os métodos de execução que passaram recentemente a integrar a lista de opções permitidas pelo governo Trump para condenações federais que resultem em pena capital.

Além do fuzilamento, estão previstos métodos como a cadeira elétrica e a asfixia por gás. A ampliação das alternativas ocorre em meio às dificuldades para obter os medicamentos utilizados em injeções letais e aos problemas registrados em algumas execuções.

O tema voltou a ganhar repercussão após uma tentativa de execução no Tennessee. Funcionários penitenciários enfrentaram dificuldades durante a aplicação de uma injeção letal contra a detenta Christa Pike, que permaneceu viva e inconsciente, necessitando de suporte de vida.

Os advogados de Pike já haviam solicitado que o estado considerasse outros métodos de execução, diante das dificuldades para estabelecer uma via intravenosa adequada.

Possível primeira execução militar em décadas

Caso a sentença de Hasan seja cumprida, será a primeira execução de um integrante das Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1961, segundo o Death Penalty Action.

A execução realizada naquele ano ocorreu por enforcamento. Já a última execução conhecida por fuzilamento pelas Forças Armadas americanas teria ocorrido em novembro de 1945, utilizando um pelotão equipado com mosquetes.

A pena de morte por fuzilamento também é prevista na legislação de pelo menos cinco estados americanos. Em 2025, a Carolina do Sul realizou a primeira execução desse tipo nos Estados Unidos em 15 anos.

A decisão envolvendo Hasan provocou reação de organizações contrárias à pena de morte. O grupo Death Penalty Action criticou a medida e questionou o uso do poder presidencial para autorizar a execução.

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