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Trocar ou não a restauração de amálgama? Saiba quando a substituição é necessária

As antigas restaurações metálicas ainda estão presentes em muitos sorrisos, mas será que precisam ser substituídas? A decisão depende das condições da restauração, da saúde do dente e de uma avaliação odontológica.

🕒 Publicado em 13/10/2026 às 15:16

Durante muitos anos, o amálgama foi um dos materiais mais utilizados pelos dentistas para restaurar dentes danificados por cáries. Conhecido pela coloração prateada, esse material ganhou espaço por sua resistência e durabilidade, especialmente nos dentes posteriores.

Com o avanço da odontologia estética, as restaurações de resina composta e outros materiais da cor dos dentes passaram a oferecer alternativas para quem deseja um sorriso com aparência mais natural. Diante disso, surge uma dúvida comum: é necessário trocar uma restauração de amálgama que ainda está funcionando bem?

A resposta é: nem sempre.

Quando é necessário trocar o amálgama?

A substituição de uma restauração pode ser indicada quando existem problemas que comprometem sua função ou a saúde do dente.

Entre as situações que merecem avaliação estão:

  • Fraturas ou desgaste: quando a restauração apresenta danos que comprometem sua integridade.
  • Cárie recorrente: quando uma nova lesão de cárie se desenvolve na região do dente restaurado.
  • Infiltração ou falhas na restauração: quando o dentista identifica problemas que prejudicam a vedação ou a integridade do material.
  • Fraturas do dente: quando a estrutura dentária ao redor da restauração apresenta danos.
  • Motivos estéticos: quando o paciente deseja substituir a restauração metálica por um material com aparência semelhante à dos dentes naturais, após avaliação profissional.

A decisão deve considerar cada caso. A presença de uma restauração antiga, por si só, não significa que ela precise ser substituída.

Amálgama faz mal à saúde?

O amálgama odontológico contém mercúrio combinado com outros metais, como prata, estanho e cobre. Por isso, existem dúvidas sobre sua segurança.

As avaliações de segurança consideram a quantidade de mercúrio liberada, as condições de uso e as características de cada paciente. Para pessoas que possuem restaurações íntegras e sem sinais de problemas, a simples presença do material não costuma justificar sua remoção.

A retirada desnecessária pode provocar perda adicional de estrutura dentária e aumentar temporariamente a exposição ao vapor de mercúrio durante o procedimento.

Por esse motivo, a substituição deve ser baseada em uma indicação clínica ou em uma decisão estética discutida com o dentista, considerando os benefícios e os riscos envolvidos.

Quais são as alternativas ao amálgama?

Atualmente, existem diferentes materiais que podem ser utilizados para restaurar dentes, dependendo da extensão do dano e das necessidades do paciente.

A resina composta apresenta coloração semelhante à dos dentes naturais e permite resultados estéticos. Sua indicação depende de fatores como a localização da restauração, a quantidade de estrutura dentária remanescente e as condições de mastigação.

Em situações específicas, outros materiais restauradores também podem ser considerados pelo profissional.

A escolha deve levar em conta não apenas a aparência, mas também a resistência, a durabilidade, a preservação da estrutura dental e as características de cada caso.

Como saber se a restauração precisa ser substituída?

A melhor maneira de descobrir é realizar uma avaliação odontológica. O dentista examina a restauração, verifica a integridade do dente e, quando necessário, solicita exames de imagem para investigar possíveis alterações.

Mesmo quando não existe dor, consultas periódicas são importantes para identificar problemas que podem não apresentar sintomas nas fases iniciais.

Também é importante não tentar remover ou modificar a restauração por conta própria.

A decisão deve priorizar a saúde do dente

Trocar uma restauração de amálgama não é uma necessidade automática. Em alguns casos, a substituição é importante para tratar um problema; em outros, manter uma restauração em boas condições pode ser a melhor escolha para preservar a estrutura natural do dente.

O mais importante é não tomar essa decisão apenas pela aparência ou pelo tempo de uso do material. Uma avaliação individualizada permite identificar a necessidade real de tratamento e escolher a alternativa mais adequada para cada sorriso.

Dra. Letícia Weiler
Cirurgiã-Dentista – CRO-MT 11.599
COB – Centro Odontológico do Bairro
Rua Pernambuco, Quadra 38, nº 03, Sala 01 – Jardim dos Estados – Várzea Grande/MT
(65) 99326-0465

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