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Tribunal de Justiça homenageia desembargadora Maria Erotides por mais de quatro décadas dedicadas à magistratura

Prestes a se aposentar, magistrada recebeu a Medalha do Mérito Judiciário em reconhecimento à sua trajetória e atuação na defesa das mulheres

🕒 Publicado em 29/05/2026 às 08:15

Em uma cerimônia marcada por homenagens e reconhecimento institucional, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu à desembargadora Maria Erotides Kneip a Medalha do Mérito Judiciário Desembargador José de Mesquita, uma das mais importantes honrarias da Justiça mato-grossense.

A solenidade ocorreu nesta quinta-feira (28), no Plenário Wandir Clait Duarte, em Cuiabá, e celebrou a trajetória da magistrada, que encerra sua carreira após 41 anos de atuação no Poder Judiciário. Atualmente, Maria Erotides coordena a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) e a Ouvidoria da Mulher.

A homenagem acontece às vésperas de a desembargadora completar 75 anos, idade que marca sua aposentadoria compulsória. Sua trajetória na magistratura teve início em janeiro de 1985 e foi marcada pela atuação em defesa dos direitos humanos, especialmente no combate à violência contra a mulher.

Durante a cerimônia, o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, destacou o compromisso da magistrada com o serviço público e a dimensão humana de sua atuação.

Segundo ele, a carreira de Maria Erotides foi pautada pela dedicação à Justiça e pelo compromisso de utilizar a função jurisdicional como instrumento de transformação social.

A desembargadora Clarice Claudino, responsável por prestar homenagem à colega, ressaltou a importância histórica de sua trajetória e lembrou o protagonismo exercido por Maria Erotides na criação e fortalecimento das redes de enfrentamento à violência doméstica em Mato Grosso.

De acordo com Clarice, mais de 120 redes de proteção foram estruturadas sob a liderança da magistrada, ampliando o atendimento e o suporte às vítimas em diversas regiões do Estado.

Representantes do Ministério Público, magistrados, servidores e familiares também participaram da solenidade. Em seus discursos, destacaram a sensibilidade, a firmeza e o compromisso da desembargadora com a dignidade humana e com a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade.

Ao agradecer a homenagem, Maria Erotides afirmou que deixa a magistratura com sentimento de gratidão e a certeza de que continuará contribuindo para a sociedade.

“Encerro um ciclo formal, mas não o compromisso com o serviço público e com as causas que sempre defendi. A magistratura foi uma forma de viver e de servir às pessoas”, declarou.

A magistrada também relembrou os desafios enfrentados ao longo da carreira e destacou a importância de enxergar, além dos processos, as histórias humanas que chegam ao Judiciário.

“Por trás de cada ação existe uma vida, uma família, uma esperança e, muitas vezes, uma dor que precisa ser compreendida”, afirmou.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia foi a exibição de um vídeo com depoimentos de familiares, amigos, magistrados e servidores. Filhos, netos e colegas de trabalho ressaltaram o legado deixado pela desembargadora ao longo de mais de quatro décadas de atuação.

Ao final da solenidade, Maria Erotides afirmou que a maior recompensa de sua trajetória não está nas homenagens recebidas, mas nas transformações promovidas por seu trabalho.

“Recebo esta medalha com humildade. A maior honra é saber que as sementes plantadas ao longo desses anos continuarão produzindo frutos”, concluiu.

TJMT

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