A primavera começa oficialmente às 21h05 desta terça-feira (22) no Hemisfério Sul. A chegada da nova estação será marcada, inicialmente, pela passagem de uma frente fria, que deve provocar chuva em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste e reduzir as temperaturas na Região Sul.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a primavera seguirá até 21 de dezembro, às 18h50. A estação é considerada um período de transição entre a época mais seca e o retorno gradual das chuvas em diversas regiões do país.
Apesar da mudança no tempo neste início de estação, a tendência para os próximos meses é de temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, intercaladas com períodos de chuva, temporais e passagem de frentes frias.
Frente fria muda o tempo no início da primavera
A frente fria que avança pelo país deve provocar instabilidades principalmente no Centro-Sul. No Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais terão períodos de chuva, com possibilidade de temporais, raios e rajadas de vento.
No Sul, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar uma queda mais expressiva nas temperaturas. Há possibilidade de geada no Rio Grande do Sul e nas áreas serranas de Santa Catarina na quarta-feira (23).
Em Porto Alegre, a temperatura pode chegar a 6 °C na quarta-feira. Curitiba também terá queda significativa, com previsão de máxima de aproximadamente 12 °C.
Sudeste terá alternância entre calor e temporais
A primavera deve trazer uma combinação de dias quentes e períodos de instabilidade para o Sudeste.
Em São Paulo, a chuva pode ocorrer desde as primeiras horas desta terça-feira, com intensidade moderada a forte em alguns pontos, acompanhada de raios e rajadas de vento. A temperatura deve variar entre 16 °C e 23 °C.
No Rio de Janeiro, o calor ainda aparece antes da mudança no tempo, com máxima entre 32 °C e 33 °C. Com o avanço da frente fria, as temperaturas devem cair na quarta-feira.
Em Minas Gerais, as primeiras áreas de instabilidade devem atingir principalmente o Sul de Minas, a Zona da Mata e o Triângulo Mineiro.
Mato Grosso terá retorno gradual das chuvas
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul deve concentrar algumas das instabilidades mais fortes neste começo de primavera, com possibilidade de chuva intensa, raios, granizo e rajadas de vento.
Em Mato Grosso, a previsão indica retorno mais irregular das chuvas. Os maiores volumes devem ocorrer inicialmente no sul e no oeste do estado, enquanto o norte e outras áreas ainda podem registrar períodos de calor e baixa umidade.
A primavera representa justamente o início da retomada das chuvas na região depois do período mais seco do ano. No entanto, essa regularização não acontece de maneira uniforme em todo o Centro-Oeste.
Calor deve continuar predominando ao longo da estação
Embora a primavera comece com temperaturas mais baixas em parte do Centro-Sul, a tendência para os próximos meses aponta para calor acima do normal em diversas áreas do país.
As regiões com maior possibilidade de registrar temperaturas elevadas incluem o norte de Minas Gerais, norte de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, áreas do interior do Nordeste, Pará, leste do Amazonas e Roraima.
Em alguns períodos, os termômetros podem superar os 40 °C nessas áreas.
A combinação entre calor, umidade e passagem de frentes frias também pode favorecer a ocorrência de temporais mais intensos.
Chuva deve aumentar no Sul
Durante a primavera, o Sul deve ter períodos frequentes de chuva e tempestades.
A previsão indica possibilidade de volumes acima da média em áreas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A passagem de frentes frias pode provocar ventos fortes, granizo, raios e novas quedas de temperatura.
O Paraná deve receber maior atenção no início da estação, enquanto os volumes mais expressivos tendem a se deslocar posteriormente para Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.
Norte pode ter calor, tempo seco e impactos nos rios
Na Região Norte, a tendência é de temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média em algumas áreas.
Pará, Amazonas, Tocantins e Roraima podem registrar vários dias com temperaturas superiores a 40 °C. A redução das chuvas também pode dificultar a recuperação do nível de alguns rios.
Com os rios mais baixos, comunidades ribeirinhas e o transporte de pessoas e cargas podem enfrentar dificuldades de navegabilidade em determinados trechos.
O cenário de calor, baixa umidade e pouca chuva também pode aumentar as condições favoráveis à ocorrência de queimadas.
Nordeste terá calor intenso e chuvas irregulares
No Nordeste, a primavera deve manter o padrão de tempo quente e seco, principalmente no interior.
Maranhão, Piauí e Bahia aparecem entre as áreas com maior tendência de redução das chuvas. Na região do Matopiba, formada por áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a irregularidade das precipitações pode ter impacto sobre o início do plantio de novas safras.
Teresina deve enfrentar períodos de calor intenso e poucos episódios de chuva.
Já nas áreas litorâneas, podem ocorrer pancadas de chuva de forma pontual, inclusive com possibilidade de precipitações mais fortes.
O que esperar da primavera
A nova estação deve ser marcada por uma combinação de calor, retorno gradual das chuvas e passagem frequente de frentes frias.
No Centro-Oeste e no Sudeste, a chuva tende a aumentar progressivamente, enquanto o Sul pode enfrentar períodos de temporais e variações bruscas de temperatura.
A chamada Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) também pode voltar a atuar durante a primavera, organizando um corredor de umidade capaz de provocar chuva persistente em áreas do Norte, Centro-Oeste e Sudeste.
Para Mato Grosso, a expectativa é de uma transição gradual para um período mais chuvoso, mas com distribuição irregular das precipitações no início da estação.




