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NOTÍCIAPolícia Civil conclui inquérito sobre triplo homicídio ligado a facção em MT

Polícia Civil conclui inquérito sobre triplo homicídio ligado a facção em MT

Seis pessoas foram identificadas nas investigações; três suspeitos seguem foragidos

🕒 Publicado em 15/05/2026 às 17:15

A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito que investigava o triplo homicídio ocorrido em abril deste ano em Campo Novo do Parecis, crime apontado pelas autoridades como relacionado à atuação de uma facção criminosa no município.

As investigações resultaram no indiciamento de seis envolvidos diretamente nas execuções, sendo quatro adultos e dois adolescentes. Entre os suspeitos identificados estão C.M.S.S., N.C.S., A.S.S. e M.V.O.M.

Segundo a Polícia Civil, três dos investigados já foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e integração em organização criminosa ultraviolenta.

O caso começou a ser investigado no dia 5 de abril de 2026, após colegas de trabalho procurarem a delegacia para informar o desaparecimento de Wagner Felipe Rocha Viana, Wilquison Eduardo Rocha Viana e Breno Gabriel Soares Cabral.

As vítimas estavam na cidade para trabalhar na montagem de estandes de uma feira e desapareceram durante a madrugada, deixando todos os pertences no alojamento onde estavam hospedadas.

Com o avanço das diligências, os investigadores descobriram que os trabalhadores haviam sido sequestrados por integrantes da facção criminosa e posteriormente executados.

Após os assassinatos, os corpos foram ocultados em uma área de mata e localizados pela Polícia Civil três dias depois do desaparecimento.

Durante a investigação, os policiais reuniram provas técnicas que permitiram identificar todos os envolvidos no crime e apontar a participação da organização criminosa nas execuções.

Atualmente, dois suspeitos permanecem presos, um adolescente foi apreendido e outros três investigados continuam foragidos.

O delegado responsável pelo caso, Guilherme Kaiper Cruz de Faria, representou pela prisão preventiva dos suspeitos que ainda não foram localizados.

Os fatos também foram enquadrados na Lei nº 15.358/2026, voltada ao combate de organizações criminosas ultraviolentas.

Segundo o delegado, a rápida localização dos corpos e a identificação dos autores reforçam o compromisso da Polícia Civil na elucidação de crimes graves e na resposta às famílias das vítimas e à sociedade.

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