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Polícia Civil amplia combate às facções e bloqueia R$ 7,2 bilhões em Mato Grosso

Resultado dos quatro primeiros meses de 2026 aponta crescimento nas operações, prisões e apreensões realizadas pela Diretoria de Atividades Especiais

🕒 Publicado em 11/05/2026 às 09:32

A Polícia Civil de Mato Grosso registrou avanço expressivo no enfrentamento às facções criminosas durante os primeiros ოთხo meses de 2026. Dados divulgados pela Diretoria de Atividades Especiais (DAE) mostram aumento nas operações policiais, no número de prisões e no bloqueio de valores ligados a atividades ilícitas em todo o Estado.

Entre janeiro e abril deste ano, 812 pessoas foram presas durante investigações conduzidas pelas delegacias especializadas e gerências vinculadas à DAE. No mesmo período, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 7,2 bilhões relacionados a organizações criminosas. Em 2025, no mesmo intervalo, o montante bloqueado havia sido de cerca de R$ 8,4 milhões.

Segundo o diretor de Atividades Especiais, delegado Cláudio Alvares Sant’Ana, os resultados refletem o fortalecimento das ações de inteligência, o uso de tecnologia nas investigações e a atuação integrada entre as unidades policiais.

De acordo com o delegado, as medidas adotadas têm como principal objetivo enfraquecer financeiramente as facções criminosas e ampliar a eficiência na elucidação de crimes e no cumprimento de mandados judiciais.

Nos primeiros quatro meses de 2026, as equipes da DAE deflagraram 64 operações policiais, cumpriram mais de 2,4 mil ordens de serviço, instauraram 614 inquéritos e concluíram 876 procedimentos investigativos. O balanço representa crescimento de 16% nas operações e prisões em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Outro dado que chamou atenção foi o aumento na apreensão de veículos adquiridos com dinheiro ilícito. Neste ano, 64 veículos foram apreendidos, enquanto no mesmo período de 2025 o número havia sido de 16.

As apreensões de dinheiro em espécie também apresentaram crescimento. Em 2026, os valores apreendidos chegaram a aproximadamente R$ 993 mil, superando os quase R$ 747 mil registrados no ano passado.

As ações policiais também tiveram impacto no combate aos crimes ambientais. As equipes apreenderam 1,1 tonelada de pescado irregular, 40 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente, além de sete máquinas utilizadas em atividades ilícitas, três caminhões e cinco balsas destinadas ao garimpo ilegal, que foram inutilizadas.

A Diretoria de Atividades Especiais reúne unidades estratégicas da Polícia Civil voltadas ao enfrentamento do crime organizado, combate ao tráfico de drogas, crimes ambientais, corrupção, crimes fazendários e delitos virtuais. Entre elas estão a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), além das delegacias especializadas Draco, Deccor, Defaz, Dema, Repressão a Narcóticos e Crimes Informáticos.

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