Com o avanço das chuvas em Mato Grosso, a Defesa Civil de Mato Grosso reforçou a necessidade de cautela em áreas de lazer natural. O foco do alerta é o fenômeno conhecido como cabeça d’água, caracterizado por uma elevação súbita do volume dos rios, capaz de surpreender banhistas mesmo quando o clima aparenta estabilidade no ponto onde estão.
O fenômeno ocorre quando há grande concentração de chuva nas regiões mais altas do curso d’água. Essa água desce rapidamente, intensificando a correnteza e alterando as condições do rio em poucos minutos. Entre os indícios mais comuns estão a mudança na coloração da água, aumento da força da corrente, elevação do nível e presença de resíduos naturais como galhos e folhas.
De acordo com a coordenação de gestão de riscos do órgão estadual, a principal medida de segurança é não ignorar qualquer alteração perceptível no ambiente. Ao notar sinais de mudança, a recomendação é deixar imediatamente o local e procurar áreas mais elevadas e seguras. Permanecer em corredeiras, próximo a pedras ou encostas, amplia o perigo em situações de cheia repentina.
Outra orientação importante é evitar atravessar rios, seja a pé ou com veículos, especialmente durante ou após precipitações intensas, ainda que ocorram em municípios vizinhos. A dinâmica das águas pode ser influenciada por chuvas distantes, o que torna essencial o monitoramento constante das condições climáticas.
A Defesa Civil mantém canais oficiais para divulgação de comunicados e disponibiliza sistemas gratuitos de alerta por SMS e WhatsApp, permitindo que moradores recebam avisos preventivos diretamente no celular. Em caso de emergência, o atendimento deve ser solicitado pelos números 193 ou 190.
A recomendação central é clara: diante de qualquer sinal incomum no comportamento da água, a decisão imediata de se afastar é a atitude mais segura.


