A fase de interrogatórios começou nesta quarta-feira (30) no julgamento dos três acusados de envolvimento na morte do advogado Roberto Zampieri, no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. A sessão avançou para essa etapa depois que as partes concordaram em não ouvir as testemunhas que ainda estavam previstas no processo.
O primeiro réu interrogado foi Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como responsável pelos disparos que mataram o advogado. Na sequência, estão previstos os interrogatórios de Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.
A sessão é conduzida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
Acusação acompanha interrogatórios
O Ministério Público é representado pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). O advogado Giovani Santin atua no processo como assistente da acusação.
Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas. Entre elas estavam delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que participaram das investigações relacionadas ao homicídio.
Os depoimentos abordaram aspectos como a dinâmica do crime, o planejamento da ação e os elementos reunidos durante a investigação policial.
Ministério Público destaca apuração
Após a primeira etapa da instrução, o promotor Vinícius Gahyva Martins classificou os trabalhos como produtivos para o esclarecimento dos fatos.
O representante do MPMT também afirmou que a atuação da acusação no Tribunal do Júri está relacionada à defesa do direito à vida e criticou argumentos que, segundo ele, buscam questionar a imagem da vítima.
“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, declarou.
O promotor Samuel Frungilo também afirmou que, na avaliação da acusação, a participação dos réus estaria sustentada pelos depoimentos colhidos e pelas provas reunidas durante as investigações conduzidas pelas forças policiais.
“Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.
O que diz a denúncia
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio.
Hedilerson Fialho Martins Barbosa é apontado como participante da execução do plano criminoso, incluindo o fornecimento da arma que teria sido utilizada no assassinato.
Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de integrar a organização envolvida na prática criminosa.
As acusações serão analisadas pelo Tribunal do Júri durante o julgamento, que ainda terá outras etapas processuais antes da decisão dos jurados.
Julgamento continua nesta quarta-feira
Com o encerramento das oitivas das testemunhas que ainda estavam previstas, os trabalhos seguem com os interrogatórios dos réus.
Após essa fase, o processo avançará para as demais etapas previstas no procedimento do Tribunal do Júri, incluindo os debates entre acusação e defesa e, posteriormente, a votação dos jurados.
O julgamento ocorre na Comarca de Cuiabá e continua ao longo desta quarta-feira (30).




