Uma magistrada federal dos Estados Unidos se tornou alvo de repercussão internacional após admitir que manteve um relacionamento com um policial de alta patente dentro das dependências do tribunal onde atuava, no estado da Geórgia.
A juíza Eleanor Ross, de 58 anos, foi investigada após servidores relatarem episódios ocorridos em seu gabinete durante o expediente. Segundo documentos do caso, funcionários afirmaram que os encontros entre a magistrada e o policial ocorreram ao longo de aproximadamente dois anos, gerando desconforto entre integrantes da equipe de trabalho.
De acordo com os relatos, assistentes jurídicos teriam percebido situações que afetavam o ambiente profissional, provocando constrangimento e reclamações internas. Alguns servidores afirmaram que a situação prejudicava a rotina de trabalho e o clima organizacional dentro do tribunal.
O caso ganhou ampla visibilidade após a identidade da magistrada ser divulgada pela imprensa norte-americana. O nome do policial envolvido, porém, não foi oficialmente revelado pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Inicialmente, Eleanor Ross negou as acusações e classificou as denúncias como improcedentes. No decorrer das investigações, entretanto, a magistrada reconheceu os fatos apontados no processo disciplinar.
Como resultado, ela recebeu uma reprimenda disciplinar de caráter privado e foi orientada a encaminhar pedidos formais de desculpas a seis assistentes jurídicos que teriam sido impactados pela situação.
A decisão gerou debate nos Estados Unidos, com questionamentos sobre a proporcionalidade da punição aplicada diante da gravidade das acusações envolvendo conduta funcional e ética profissional.
Após a conclusão do processo, Ross anunciou que deixará a função de juíza-chefe e também se afastará de comissões ligadas à conciliação judicial.
Eleanor Ross é uma figura de destaque no Judiciário norte-americano. Ela entrou para a história ao se tornar a primeira mulher negra a atuar como juíza federal no Distrito Norte da Geórgia. A magistrada foi indicada ao cargo pelo ex-presidente Barack Obama e teve sua nomeação aprovada pelo Senado dos Estados Unidos em 2014.
Folha do Estado




