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NOTÍCIAFinlândia e Suécia realizam primeira operação conjunta para interceptar aeronaves russas

Finlândia e Suécia realizam primeira operação conjunta para interceptar aeronaves russas

Caças dos dois países identificaram um grupo de aeronaves militares russas sobre o Golfo da Finlândia, em uma operação realizada no espaço aéreo internacional

🕒 Publicado em 25/09/2026 às 10:17

Finlândia e Suécia realizaram, na quinta-feira (24), a primeira operação conjunta para interceptar e identificar aeronaves militares russas no espaço aéreo internacional sobre o Golfo da Finlândia. A ação foi confirmada nesta sexta-feira (25) pelas autoridades dos dois países.

A operação ocorreu em meio ao aumento da atenção militar na região do Mar Báltico, que tem registrado incidentes relacionados a possíveis violações do espaço aéreo, avistamentos de drones e ocorrências envolvendo infraestruturas de energia desde o início da invasão russa em larga escala da Ucrânia, em 2022.

Segundo a Força Aérea Finlandesa, os caças enviados pelos dois países acompanharam e identificaram um grupo de aeronaves russas formado por um avião de transporte e vários caças.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, afirmou que a ação demonstrou a capacidade de cooperação entre as forças dos dois países por meio do sistema de Alerta de Reação Rápida.

Para o premiê sueco, a operação representa uma demonstração da integração militar entre os países nórdicos e bálticos, além da cooperação mais ampla dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A região do Mar Báltico permanece sob atenção das autoridades europeias devido à proximidade com a Rússia e aos episódios registrados nos últimos anos envolvendo segurança aérea e marítima.

As embaixadas russas em Estocolmo e Helsinque não haviam se manifestado sobre a operação até a publicação das informações.

Adesão à Otan

Finlândia e Suécia ingressaram na Otan após a invasão russa da Ucrânia em 2022, abandonando décadas de política de não alinhamento militar.

Com a entrada dos dois países, a aliança passou a contar com uma presença ainda mais ampla no norte da Europa. Noruega, Islândia e Dinamarca já integravam a organização, assim como Estônia, Letônia e Lituânia.

A primeira operação conjunta de interceptação realizada por Finlândia e Suécia ocorre, portanto, dentro de uma estrutura de cooperação militar ampliada entre os países nórdicos, bálticos e demais integrantes da Otan.

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