Estado intensifica ofensiva contra rede interestadual de tráfico com Operação Hidra

Estratégia integrada cumpre 20 ordens judiciais e mira estrutura criminosa com atuação em Mato Grosso e Distrito Federal

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Polícia Civil-MT
🕒 Publicado em 19/02/2026 às 07:47

Em mais um movimento estratégico de enfrentamento ao crime organizado, a Polícia Civil de Mato Grosso colocou em prática, nesta quinta-feira (19), a Operação Hidra. A iniciativa representa um avanço no combate a uma rede criminosa com atuação interestadual no tráfico de drogas.

A ação foi estruturada para cumprir 20 decisões judiciais, sendo 10 prisões preventivas e 10 buscas domiciliares autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá. Os alvos são investigados por participação em um esquema de fornecimento e distribuição de entorpecentes que operava tanto na capital mato-grossense quanto em Brasília.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos, mapeou uma cadeia logística bem definida, com divisão de funções, fornecedores conectados e uso de ferramentas digitais e mecanismos financeiros para viabilizar as transações ilícitas. Entre os produtos comercializados estavam maconha, drogas sintéticas e outras substâncias proibidas.

Segundo a coordenação da operação, o foco vai além do cumprimento de mandados. A estratégia inclui a descapitalização do grupo, apreensão de equipamentos eletrônicos e coleta de provas que permitam ampliar a responsabilização criminal dos envolvidos. As condutas investigadas podem resultar em condenações superiores a 15 anos de reclusão.

O nome da operação remete à Hidra da mitologia, criatura de múltiplas cabeças, numa referência à estrutura fragmentada da organização. A analogia reforça o entendimento de que, para desarticular o esquema, é necessário atingir simultaneamente diferentes núcleos de atuação.

A ofensiva faz parte do planejamento estratégico da instituição para 2026, dentro da Operação Pharus – Farol da Justiça, vinculada ao programa Tolerância Zero. O objetivo é consolidar uma política de repressão qualificada às facções criminosas, ampliando inteligência, integração operacional e presença efetiva do Estado.

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