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NOTÍCIAAnvisa determina apreensão de canetas emagrecedoras e outros produtos vendidos na internet

Anvisa determina apreensão de canetas emagrecedoras e outros produtos vendidos na internet

Medida atinge produtos à base de retatrutida e tirzepatida comercializados em sites e proíbe a venda de itens sem regularização sanitária, incluindo substâncias anunciadas com finalidades terapêuticas.

🕒 Publicado em 14/10/2026 às 10:45

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de diferentes produtos comercializados pela internet, incluindo substâncias conhecidas como canetas emagrecedoras. A decisão, publicada nesta quarta-feira (14), abrange itens à base de retatrutida e tirzepatida vendidos em plataformas digitais sem a devida regularização sanitária.

A medida também proíbe a fabricação, a importação, a distribuição, a divulgação e o uso dos produtos atingidos pela determinação. Segundo a agência, a iniciativa busca proteger a população dos riscos associados ao consumo de substâncias cuja qualidade, segurança e eficácia não foram devidamente comprovadas.

Entre os endereços eletrônicos mencionados estão o Zyntra Shop, o ZPHC Store, o Peptídeos do Brasil e o site oxygenkwpharmabrasil. A resolução também contempla produtos comercializados por empresas e vendedores cuja origem não foi devidamente identificada.

Produtos à base de retatrutida e tirzepatida estão entre os alvos

A determinação inclui diferentes apresentações de substâncias anunciadas para fins de emagrecimento. Entre os produtos citados estão:

  • Retatrutude 120 mg;
  • Caneta Retatrutide 60 mg;
  • Tirzepatide 150 mg;
  • Caneta Tirzepatide 75 mg;
  • Retagen 40 mg, à base de retatrutida.

A decisão também alcança produtos contendo retatrutida e tirzepatida comercializados sem o registro sanitário exigido.

Em comunicado, a Anvisa ressaltou que a medida foi adotada diante dos riscos relacionados à disponibilização de produtos sem comprovação de regularidade, qualidade, segurança e eficácia.

A agência alerta que a comercialização irregular de substâncias destinadas ao uso humano pode expor os consumidores a riscos, especialmente quando não há garantias sobre a composição, as condições de fabricação e a procedência dos produtos.

Retatrutida ainda não possui registro sanitário

Um dos pontos destacados pela agência é a situação da retatrutida, substância que vem sendo anunciada na internet como opção para emagrecimento.

Segundo as informações divulgadas pela Anvisa, o produto ainda não possui registro sanitário em nenhum país. A empresa responsável pelo desenvolvimento da substância não teria solicitado o registro à agência brasileira nem a outras autoridades reguladoras internacionais.

Isso significa que a retatrutida não deve ser confundida com medicamentos já autorizados para determinadas indicações. A comercialização de produtos que contenham essa substância sem a devida autorização representa uma preocupação sanitária.

A orientação é que os consumidores evitem adquirir ou utilizar produtos anunciados como medicamentos sem verificar sua regularidade junto às autoridades competentes.

Anvisa também proíbe produtos da linha Liberty Pharma

A resolução abrange ainda produtos comercializados sob a marca Liberty Pharma, cuja empresa responsável foi descrita como de origem desconhecida.

Entre os itens atingidos estão:

  • NAD+ Liberty Pharma;
  • Retatrutida Liberty Pharma;
  • Glow GHK-Cu Liberty Pharma;
  • Tirzepatida Liberty Pharma;
  • GHK-Cu Liberty Pharma.

A proibição faz parte das medidas adotadas para impedir a circulação de produtos sem a comprovação de regularidade sanitária necessária.

Produtos divulgados com alegações terapêuticas também são atingidos

A determinação da Anvisa contempla ainda diversos produtos fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda., que, segundo a agência, não possuem registro, notificação ou cadastro sanitário exigido para sua comercialização.

Os itens são anunciados com alegações relacionadas a efeitos antifúngicos, antimicrobianos e anti-inflamatórios, além de promessas de alívio de dores, desparasitação, desintoxicação e fortalecimento da imunidade.

De acordo com a agência, essas finalidades podem caracterizar os produtos como medicamentos, o que exige o cumprimento das normas sanitárias aplicáveis.

A lista de itens abrangidos pela medida inclui:

  • Kit Detox – Desparasitar – Desinflamar – Desintoxicar – Infantil de 1 a 5 Anos;
  • Kit Detox Desparasitação – Desparasitar – Desinflamar – Desintoxicar;
  • Kit Carvão Pulverizado da Casca do Coco;
  • Carvão Ativado Vegetal da Casca do Coco Premium 120 g;
  • Kit Detox com Quelação;
  • Kit Detox Prevenção | Prata e Ouro Coloidal + Carvão Pulverizado;
  • Kit Composto Emagrecedor para 3 Meses;
  • Ouro Coloidal;
  • Prata Coloidal.

A Anvisa reforça que produtos divulgados com promessas terapêuticas precisam atender às exigências regulatórias correspondentes à sua categoria.

Como o consumidor pode se proteger?

A compra de substâncias pela internet exige atenção à procedência, à composição e à regularidade sanitária. Embalagens atrativas, publicidade nas redes sociais e promessas de resultados rápidos não garantem que um produto seja seguro ou eficaz.

Antes de adquirir medicamentos ou produtos apresentados como tratamentos de saúde, o consumidor deve consultar as informações oficiais da Anvisa e desconfiar de ofertas que prometam emagrecimento rápido ou outros benefícios sem respaldo adequado.

No caso dos produtos atingidos pela resolução, a recomendação é não comprar nem utilizar os itens proibidos. Pessoas que já tenham utilizado alguma dessas substâncias e apresentem sintomas ou reações adversas devem procurar atendimento de saúde.

A decisão reforça a atuação da vigilância sanitária no combate à comercialização irregular de produtos destinados ao consumo humano e à prevenção de riscos à saúde pública.

**Informações via Agência Brasil

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