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NOTÍCIAMPMT realiza nova etapa de escuta social com comunidades pantaneiras em Poconé

MPMT realiza nova etapa de escuta social com comunidades pantaneiras em Poconé

Ação percorrerá comunidades ribeirinhas e áreas estratégicas do Pantanal para levantar demandas sociais e ambientais da população.

🕒 Publicado em 14/07/2026 às 08:22

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) inicia, entre os dias 15 e 18 de julho, a segunda fase do projeto Travessia Pantaneira, que levará membros da instituição ao município de Poconé para ouvir moradores de comunidades tradicionais e pescadores que vivem no Pantanal mato-grossense.

A iniciativa tem como principal objetivo fortalecer o diálogo com a população local, identificar necessidades prioritárias e subsidiar ações voltadas à proteção dos direitos das comunidades e à preservação do bioma pantaneiro.

Nesta etapa, a equipe do Ministério Público realizará escutas sociais na comunidade do Chumbo, além de encontros com pescadores que atuam no Pesqueiro do Beição e no Porto Jofre. A programação também prevê visitas técnicas ao Instituto Urihi, ao Parque Estadual Encontro das Águas, ao Porto da Manga e uma reunião institucional com representantes da organização Panthera Brasil.

A ação integra o projeto Travessia Pantaneira, desenvolvido em parceria com a Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, A Casa do Centro e a Associação dos Guardiões e Guardiãs do Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Aguapan).

Participam da comitiva a procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza e os promotores de Justiça Henrique Schneider Neto, Joelson de Campos Maciel, Mario Anthero Silveira de Souza, Liane Amélia Chaves Mansano, Adalberto Ferreira de Souza Junior e Claudio Angelo Correa Gonzaga.

Segundo a procuradora Ana Luiza Peterlini, a proposta é aproximar o Ministério Público das comunidades pantaneiras para compreender, diretamente com os moradores, os desafios enfrentados no cotidiano e construir soluções mais eficazes para garantir direitos e melhorar a qualidade de vida na região.

Na primeira edição do projeto, realizada em outubro de 2025, os moradores destacaram como principais necessidades o acesso à água potável, implantação de sistemas de abastecimento e tratamento de água, regularização fundiária, ampliação dos serviços de saúde e educação, fortalecimento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais por meio de brigadas comunitárias, além de investimentos em infraestrutura, principalmente na recuperação de estradas e pontes que dificultam o deslocamento e o acesso aos serviços públicos.

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