Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso resultou na condenação de integrantes de uma organização criminosa alvo da Operação Escariotes, deflagrada no município de Sorriso.
A sentença foi proferida pela 5ª Vara Criminal da Comarca de Sinop no último dia 30 de abril e reconheceu a atuação estruturada do grupo em crimes como tráfico de drogas, corrupção, organização criminosa e entrada ilegal de celulares em unidades prisionais.
As investigações começaram após a apuração de um homicídio registrado em março de 2024 e avançaram até identificar uma rede criminosa organizada que mantinha operações tanto fora quanto dentro do sistema penitenciário.
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam aplicativos de mensagens para coordenar atividades ilícitas e manter a comunicação entre integrantes presos e comparsas em liberdade.
O grupo é apontado como responsável por crimes como tráfico de drogas, extorsões, fraudes eletrônicas e facilitação da entrada de aparelhos celulares em presídios.
De acordo com a decisão judicial, os celulares introduzidos ilegalmente nas unidades prisionais eram usados para ordenar crimes, incluindo homicídios.
Apontado como líder da organização criminosa, o investigado identificado pelas iniciais D.O.S. foi condenado pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e corrupção ativa.
As penas somadas ultrapassam 31 anos de prisão, além do pagamento de multa.
A Justiça destacou que o condenado exercia posição de liderança dentro da facção e mantinha influência direta sobre as atividades criminosas mesmo estando preso.
Outro condenado é o policial penal identificado como M.F., responsabilizado pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e corrupção passiva.
Ele recebeu pena superior a 19 anos de prisão e também responde a processo administrativo.
Segundo as investigações, o servidor utilizava a função pública para facilitar a entrada de drogas, celulares e acesso à internet dentro da unidade prisional, favorecendo a continuidade das ações da facção.
A sentença considerou o uso do cargo público para beneficiar o crime organizado como fator agravante.
Outro integrante do grupo, identificado como V.N.S., foi condenado por organização criminosa e corrupção ativa. A Justiça levou em consideração a reincidência criminal e a atuação direta com lideranças da facção para aumentar a pena aplicada.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Sorriso com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado.
O delegado Bruno França afirmou que a condenação representa mais um avanço no enfrentamento às facções criminosas que atuam no estado, especialmente aquelas que mantêm influência dentro do sistema prisional.




