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NOTÍCIAOperação Alquimia mira grupo criminoso que aplicou golpe milionário em Mato Grosso

Operação Alquimia mira grupo criminoso que aplicou golpe milionário em Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 18 mandados em três estados e investiga esquema estruturado de fraude e lavagem de dinheiro

🕒 Publicado em 23/04/2026 às 08:55

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Alquimia com foco no desmantelamento de um grupo criminoso responsável por um golpe de aproximadamente R$ 1 milhão contra uma vítima de Primavera do Leste. A ação cumpre 18 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura crimes como furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As medidas judiciais, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo de Rondonópolis, incluem mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores, imóveis, veículos e bloqueio de ativos financeiros. As diligências ocorrem simultaneamente em Brasília, Goiânia e Rio Verde.

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, o grupo atuava de forma estratégica, selecionando vítimas com alto poder aquisitivo. A abordagem inicial consistia na criação de um vínculo de confiança, etapa fundamental para viabilizar a fraude. Após conquistar a credibilidade da vítima, os criminosos executavam o golpe e subtraíam valores elevados em dinheiro.

Um dos casos identificados envolveu a retirada de R$ 1 milhão em espécie, resultado de uma ação planejada e executada com divisão de funções entre os integrantes. Segundo o delegado Honório Gonçalves dos Anjos Neto, após a obtenção dos valores, o grupo adotava mecanismos sofisticados para ocultação de patrimônio e dificultar o rastreamento financeiro, incluindo estratégias de dissimulação e fragmentação de recursos.

As apurações indicam que o mesmo método criminoso foi aplicado em pelo menos quatro vítimas em diferentes estados, evidenciando um padrão operacional estruturado e com alcance interestadual. As investigações seguem em andamento para aprofundar o mapeamento da organização e identificar possíveis novos envolvidos.

A operação conta com atuação integrada das forças de segurança, envolvendo equipes da regional de Primavera do Leste e apoio das Polícias Civis de Goiás e do Distrito Federal. Em Goiás, participam o Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (GEPATRI) de Rio Verde e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Goiânia. Já em Brasília, o suporte é da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado local.

O nome “Alquimia” faz referência ao modelo de fraude empregado pelo grupo, baseado na falsa promessa de multiplicação de valores, remetendo ao conceito histórico de transformação associado à alquimia. A operação também integra a estratégia estadual dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, que visa intensificar o combate ao crime organizado em Mato Grosso.

Além disso, a ação está inserida no contexto da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com apoio da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência, fortalecendo a atuação coordenada entre os estados no enfrentamento qualificado às organizações criminosas.

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