A Agência Nacional de Vigilância Sanitária atualizou, nesta quarta-feira (22), as regras para suplementos alimentares que utilizam cúrcuma em sua composição. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e tem como objetivo reforçar a segurança dos consumidores.
Segundo a Anvisa, a decisão foi motivada pela identificação de possíveis riscos de danos ao fígado associados ao uso de suplementos e medicamentos que contêm a substância em concentrações elevadas. O alerta se baseia em monitoramento pós-mercado e em avaliações internacionais que apontaram casos suspeitos de intoxicação hepática.
A agência ressaltou que o risco não está relacionado ao uso da cúrcuma na alimentação cotidiana, mas sim a produtos concentrados, como suplementos e medicamentos, que podem aumentar significativamente a absorção da curcumina.
Entre as principais mudanças, está a obrigatoriedade de inclusão de advertência nos rótulos, informando que o produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas, além de recomendar orientação médica para quem faz uso de medicamentos.
Outra alteração determina que os limites de consumo passem a considerar a soma dos três principais componentes ativos da cúrcuma, conhecidos como curcuminoides totais. A norma também inclui os tetraidrocurcuminoides na lista de ingredientes permitidos, mas proíbe sua combinação com o extrato natural da planta no mesmo produto, evitando excesso da substância no organismo.
As novas regras reforçam o controle sanitário sobre suplementos alimentares e buscam reduzir riscos à saúde relacionados ao consumo inadequado desses produtos.
**Informações via Agência Brasil




