O avanço da Chikungunya levou a prefeitura de Dourados a decretar situação de calamidade pública em saúde. Os casos, inicialmente concentrados na reserva indígena, já se espalham por diversos bairros da cidade.
A medida ocorre após decretos anteriores de emergência em saúde pública e em defesa civil, editados pelo prefeito Marçal Filho. Segundo a prefeitura, a decisão segue orientações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, responsável por coordenar o enfrentamento à epidemia.
O cenário é considerado crítico, com mais de 6.186 casos prováveis da doença e taxa de positividade de 64,9%. A situação se agrava com a sobrecarga da rede de saúde, que já opera com cerca de 110% de ocupação de leitos, comprometendo o atendimento, inclusive de casos graves.
A campanha de vacinação contra a doença deve começar na próxima segunda-feira (27), após capacitação de profissionais de saúde. As doses foram enviadas com apoio do Ministério da Saúde, que também liberou R$ 900 mil para ações emergenciais de combate ao surto.
A vacinação seguirá critérios definidos pelo governo federal, sendo destinada a pessoas entre 18 e 60 anos, com restrições para gestantes, imunossuprimidos e pacientes com determinadas comorbidades. A meta é imunizar cerca de 43 mil pessoas, o equivalente a 27% do público-alvo.
Até o momento, o município já confirmou oito mortes pela doença. Os números reforçam a gravidade da situação e a necessidade de medidas emergenciais para conter o avanço do vírus.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya causa principalmente dores intensas nas articulações e pode evoluir para quadros graves, com necessidade de internação.
**Informações via Agência Brasil




