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Wellington Fagundes propõe suspensão do recesso do Congresso diante de crise com Trump

Senador alerta para impactos econômicos e diplomáticos após tarifa de 50% imposta pelos EUA a produtos brasileiros

🕒 Publicado em 10/07/2025 às 10:43

Diante da recente escalada na tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) defendeu, nesta quinta-feira (10), a suspensão do recesso parlamentar no Congresso Nacional. A declaração foi dada em entrevista à rádio Jovem Pan, em reação à decisão do ex-presidente americano Donald Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

“Já nos reunimos para que o Congresso Nacional não tenha recesso parlamentar, porque a situação pode ser grave e isso precisa de um plantão diurno”, afirmou o parlamentar, propondo um plantão permanente no Legislativo para acompanhar a situação.

Trump justificou a medida por meio de uma carta com críticas severas ao Brasil, chamando o julgamento de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de “vergonha internacional” e acusando o país de censura contra empresas americanas e ataques à democracia.

Para Wellington, o cenário exige mobilização imediata do Congresso, com sessões extraordinárias e participação ativa das comissões e lideranças partidárias. Ele defende também a convocação urgente dos ministros das Relações Exteriores, Fazenda e outras autoridades para prestar esclarecimentos e discutir estratégias diplomáticas e econômicas.

“É hora de colocar o Brasil acima das disputas partidárias. A economia, o comércio e o agro brasileiro não podem ser penalizados por uma política externa marcada pela improvisação e pela ideologização”, declarou.

Embora o Regimento Comum preveja a atuação da Comissão Representativa do Congresso durante o recesso parlamentar — que, neste ano, vai de 18 a 31 de julho —, o senador de Mato Grosso considera a medida insuficiente diante da gravidade da crise.

“A situação pode ser grave e exige atenção e resposta firme”, concluiu Wellington.

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