Neste 5 de julho, completa-se um ano do assassinato do advogado Renato Gomes Nery, executado a tiros na calçada do prédio onde trabalhava, em Cuiabá. Apesar de seis pessoas estarem presas — incluindo o executor, policiais militares e um casal de fazendeiros apontado como mandante — a família ainda busca respostas definitivas sobre o crime.
Renato era referência no direito agrário e havia atuado em disputas judiciais envolvendo posse de terras no município de Novo São Joaquim. Segundo as investigações, ele foi morto por vingança após ter conseguido judicialmente a retirada de posseiros de uma fazenda que também lhe pertencia parcialmente, como forma de pagamento por honorários.
O executor, Alex Roberto de Queiroz, confessou o crime e disse ter sido contratado por R$ 200 mil, com intermediação do policial Heron Teixeira, que também está preso. A Operação Office Crimes revelou o envolvimento de outros agentes da segurança pública e advogados.
As filhas de Renato, Renata e Lívia, dizem que o pai não relatava ameaças e levava uma vida tranquila. Elas desconfiam que mais pessoas possam estar envolvidas e pedem que o caso não caia no esquecimento. O prédio onde ele foi morto será reformado e rebatizado como Edifício Renato Gomes Nery. A estrela cravada na calçada marca o local do crime e a memória de um jurista que, segundo a família, “deu a vida pela justiça”.




