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Trump volta a defender Bolsonaro e chama investigações de “caça às bruxas”

Ex-presidente dos EUA critica processos contra Bolsonaro e diz que o ex-líder brasileiro está sendo perseguido politicamente

🕒 Publicado em 09/07/2025 às 08:08

Pelo segundo dia seguido, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump usou sua rede social, a Truth Social, para sair em defesa do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Em uma nova publicação feita na noite desta terça-feira (8), Trump voltou a criticar os processos enfrentados por Bolsonaro no Brasil.

“Deixem o grande ex-presidente do Brasil em paz. CAÇA ÀS BRUXAS!!!”, escreveu Trump, reforçando a ideia de que Bolsonaro está sendo vítima de perseguição política.

Na mesma postagem, o ex-presidente republicano relembrou a publicação feita na segunda-feira (7), em que comparou os desafios jurídicos de Bolsonaro com os que ele próprio enfrenta nos Estados Unidos. “Estarei observando de perto a perseguição a Jair Bolsonaro, à sua família e a milhares de apoiadores. O verdadeiro julgamento deveria ser feito pelos eleitores — isso se chama eleição. Deixem Bolsonaro em paz!”, afirmou.

Críticas ao sistema judicial

Em sua primeira manifestação sobre o tema, Trump disse que Bolsonaro sofre ataques contínuos e injustos. “O mundo tem observado como vão atrás dele dia após dia, ano após ano. Ele não é culpado de nada, exceto por defender seu povo”, declarou.

Trump ainda destacou que conhece pessoalmente Bolsonaro e o descreveu como um “líder forte” e um “grande negociador”. A relação entre os dois se estreitou desde a eleição brasileira de 2018, marcada por elogios mútuos.

Situação judicial de Bolsonaro

Jair Bolsonaro é atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo que investiga a tentativa de golpe após as eleições de 2022. Ele responde por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Se condenado, a pena pode chegar a 39 anos de prisão, segundo juristas ouvidos pela imprensa.

Além disso, Bolsonaro está inelegível até 2030, após condenações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação. As decisões se baseiam em dois episódios: a reunião com embaixadores em julho de 2022, quando fez críticas infundadas ao sistema eleitoral, e o uso político do Bicentenário da Independência em 7 de setembro do mesmo ano, durante a campanha eleitoral.

Mesmo afastado da política formal, Bolsonaro segue mantendo contatos com figuras internacionais. Em maio, ele se reuniu com Ricardo Pita, conselheiro sênior do Departamento de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental. Após o encontro, afirmou que Trump acompanha atentamente os desdobramentos do cenário político brasileiro.

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