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NOTÍCIATrump mira Moraes: Sanções dos EUA podem ser anunciadas a qualquer momento

Trump mira Moraes: Sanções dos EUA podem ser anunciadas a qualquer momento

Decisões do STF e apoio a Bolsonaro colocam ministro brasileiro na mira da Casa Branca; governo Lula reage e tensão diplomática cresce

🕒 Publicado em 08/07/2025 às 14:01

A possível imposição de sanções dos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já é assunto direto na mesa do presidente americano, Donald Trump. Fontes próximas à Casa Branca confirmam que o republicano discutiu, na semana passada, com assessores de alto escalão o escopo das medidas que podem ser adotadas contra o magistrado brasileiro, que se tornou alvo de críticas por parte da direita americana.

O endurecimento da postura norte-americana ocorre após decisões de Moraes que restringiram o funcionamento de redes sociais no Brasil, como a plataforma X (antigo Twitter), o que gerou forte repercussão entre setores conservadores dos EUA, especialmente após o ministro ser associado à suposta censura digital e perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Medidas em análise

Duas ferramentas jurídicas estão sendo avaliadas por Washington: a Lei Magnitsky, que prevê sanções a indivíduos acusados de corrupção ou violação de direitos humanos, e a International Emergency Economic Powers Act (Ieepa), que autoriza restrições a cidadãos estrangeiros considerados uma ameaça aos interesses econômicos ou à segurança nacional dos EUA.

As punições, se aprovadas, seriam executadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), ligado ao Departamento do Tesouro americano, responsável por aplicar sanções econômicas contra alvos internacionais.

Segundo fontes, a Ieepa teria aplicação mais imediata, enquanto a Magnitsky exige tramitação e fundamentação mais robusta. A qualquer momento, Trump pode anunciar formalmente a decisão.

Lula reage e embate político se intensifica

A crise internacional rapidamente repercutiu no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou abertamente a postura de Trump, acusando o republicano de interferir nos assuntos internos do país. Apesar disso, um assessor da Casa Branca amenizou os ânimos ao afirmar que Lula não será alvo de nenhuma medida: “O presidente tem direito à crítica. As sanções, se houver, são pessoais e não atingirão o Brasil institucionalmente”, declarou.

O episódio acendeu um novo alerta no Congresso Nacional. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, compartilhou nas redes sociais uma publicação em que Trump atacava o Judiciário brasileiro, gesto que foi imediatamente rebatido por Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do partido na Câmara, que acusou Tarcísio de “desrespeitar o STF” e “flertar com o golpismo”.

Impacto e tensão no Planalto

A movimentação diplomática provocou apreensão no Planalto e entre os aliados de Alexandre de Moraes. Assessores do governo monitoram os desdobramentos com cautela, tentando evitar que a crise evolua para retaliações comerciais ou institucionais. Nos bastidores, há receio de que o caso abra precedente perigoso em meio à polarização política internacional.

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