A polonesa Iga Swiatek entrou para a história do tênis neste sábado ao vencer a americana Amanda Anisimova por 2 sets a 0, com um duplo 6/0, na final de Wimbledon 2025. Em apenas uma hora de jogo, a ex-número 1 do mundo não perdeu um único game e garantiu seu sexto título de Grand Slam — o primeiro sobre a grama sagrada de Londres. O placar é tão raro que só havia sido registrado uma única vez em finais femininas do torneio: em 1911, há 114 anos, quando Dorothea Chambers aplicou o mesmo resultado sobre Dora Boothby.
A final entre Swiatek e Anisimova colocou frente a frente uma campeã experiente e dominante — com 125 semanas no topo do ranking e 100% de aproveitamento em finais de Major — contra uma estreante que vinha surpreendendo no torneio. Anisimova sequer havia passado da fase classificatória em 2024, mas chegou à decisão após eliminar grandes nomes, incluindo Aryna Sabalenka na semifinal. No entanto, a americana não conseguiu oferecer qualquer resistência à agressividade e à consistência da polonesa, que comandou a partida do início ao fim.
Swiatek começou com uma quebra de saque e em 15 minutos já vencia por 3/0. Com golpes precisos e sem ceder espaço, fechou o primeiro set em 6/0, somando 27 pontos contra apenas nove da adversária. O segundo set seguiu o mesmo roteiro. Anisimova até tentou reagir e chegou a empatar games em 40/40, mas Swiatek não deixou escapar nenhuma chance. Fechou novamente em 6/0, com domínio total.
A vitória, além de marcar o primeiro título de Wimbledon na carreira profissional de Iga Swiatek, reforça sua posição como uma das maiores tenistas da atualidade. Com 6 Grand Slams no currículo — quatro em Roland Garros, um no US Open e agora um na grama inglesa — ela mantém um aproveitamento perfeito em decisões.
Emocionada após a derrota, Anisimova reconheceu a superioridade da rival e agradeceu à mãe pelo apoio. Chorando, declarou: “Sei que não fui bem hoje, mas vou seguir trabalhando”. Swiatek, por sua vez, celebrou o momento com modéstia: “Nunca esperei vencer aqui. Foram duas semanas fantásticas.”




