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Primeira-dama e secretário de Saúde de Alto Boa Vista são indiciados por peculato

Investigação da Polícia Civil aponta que veículos oficiais foram usados para fins pessoais, como deslocamento para clínica de estética e viagem para cirurgia particular; crime de peculato pode levar a até 12 anos de prisão.

🕒 Publicado em 19/05/2025 às 22:07

Alto Boa Vista (19/05) – A Polícia Civil do município indiciou, nesta segunda-feira, a primeira-dama e o secretário municipal de Saúde pelo crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal. Ambos são acusados de utilizar indevidamente veículos oficiais e cartões corporativos de abastecimento da prefeitura para fins pessoais.

As investigações tiveram início após a Polícia receber denúncias de moradores sobre o uso irregular de veículos da frota municipal. De acordo com os relatos, a caminhonete S-10, de cor prata, pertencente ao gabinete do Executivo, teria sido usada para transportar bebidas alcoólicas em uma pescaria que envolvia servidores públicos. O mesmo veículo também teria sido utilizado pela primeira-dama para deslocamento até uma clínica de estética — fato que, segundo a Polícia, foi confirmado por ela em interrogatório.

Outro veículo, um Renault Duster da Secretaria Municipal de Saúde, também foi apontado nas investigações. Conforme apuração, o carro oficial teria sido usado para atividades de lazer e, especificamente, para transportar a filha do secretário de Saúde até a cidade de Anápolis (GO), onde foi submetida a uma cirurgia. O secretário confirmou o uso do carro em seu depoimento.

A Polícia Civil afirma que há indícios claros de uso reiterado e consciente dos bens públicos em benefício próprio, o que configura prejuízo ao erário. Além do indiciamento por peculato, os investigados também poderão responder por improbidade administrativa, podendo sofrer sanções civis e administrativas.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar as provas e decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça. A pena para o crime de peculato pode chegar a 12 anos de reclusão, além de multa e perda da função pública.

Da Redação/ acaradopovo.com.br

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