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Presidente da Comissão Europeia fala na necessidade de rearmar ‘urgentemente’ a Europa, ‘se preparar para o pior’ e proteger Ucrânia de futuras invasões russas

🕒 Publicado em 02/03/2025 às 19:11

“Precisamos urgentemente rearmar a Europa.”

Esse foi o tom adotado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após a cúpula entre líderes europeus neste domingo (2), que teve como tema o apoio à Ucrânia em meio à guerra contra a Rússia.

Ursula reiterou a importância dos países da União Europeia aumentarem os gastos com defesa. Afirmou ainda que a Europa também precisa mostrar aos Estados Unidos estar pronta para defender a democracia.

“Todos entendemos que, após um longo período de subinvestimento, agora é de extrema importância aumentar o investimento em defesa por um período prolongado. Faremos isso pela segurança da União Europeia. (…) Os Estados-membros precisam de mais espaço fiscal para intensificar os gastos com defesa. (…) Temos que nos preparar para o pior e, portanto, aumentar os gastos”, disse Ursula à imprensa após a reunião em Londres.

A reunião, liderada pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, ocorreu dias após o bate-boca entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca na sexta-feira. A discussão piorou ainda mais a relação entre EUA e Ucrânia, abalada desde que Trump retornou à Casa Branca em janeiro —durante o governo Biden, os EUA foram um dos maiores doadores de ajuda financeira e militar aos ucranianos contra a invasão russa.

O encontro dos europeus, agendado antes da discussão entre Trump e Zelensky, ocorre também em meio a um desinvestimento dos EUA na Europa no governo Trump. O presidente americano exigiu que os países da Otan aumentassem os gastos em defesa para 3% do PIB e abriu a possibilidade dos EUA não serem mais o principal agente para garantir a segurança da Europa, como ocorre desde o fim da 2ª Guerra Mundial.

Em coletiva após o encontro, Starmer afirmou que foi criada uma “coalizão dos dispostos” para desenvolver estratégias para garantir a segurança da Europa e da Ucrânia, mas não disse quais países estão envolvidos. O premiê britânico também reiterou que qualquer paz duradoura na Ucrânia precisa assegurar a soberania e a segurança do país de Zelensky, e demonstrou segurança em conseguir articular isso com Trump.

Starmer também disse que, no caso de um acordo de cessar-fogo na guerra entre a Ucrânia e a Rússia, Reino Unido está pronto para contribuir com o envio de tropas e apoio aéreo para reforçar as defesas do país e garantir a paz no território.

Mais cedo neste domingo, Keir Starmer afirmou em entrevista à rede britânica “BBC” que o Reino Unido, a França e a Ucrânia trabalharão juntos para elaborar um plano de cessar-fogo na guerra contra a Rússia, que será apresentado aos EUA quando ficar pronto. 

Durante a reunião, Starmer disse aos líderes europeus que é necessário aproveitar este “momento único de uma geração” para intensificar o apoio à Ucrânia e, consequentemente, para a segurança da Europa.

“Ainda que a Rússia fale sobre paz, eles continuam com sua agressão implacável. (…) Precisamos definir quais passos sairão desta reunião para alcançar a paz por meio da força, em benefício de todos”, afirmou.

Após a reunião, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também afirmou que os países europeus concordaram em aumentar os gastos com defesa e estão “intensificando seus esforços” para oferecer garantias de segurança.

Além do premiê britânico, do Zelensky e da Ursula von der Leyen, participaram da reunião líderes da França, Alemanha, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, República Tcheca, Romênia, Suécia e Turquia, além do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

Por Artur Alvarez, g1

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