Após ser cassado por suposto envolvimento em esquema de compra de votos com eleitores indígenas, o prefeito de Brasnorte, Edelo Marcelo Ferrari (União), reagiu publicamente à decisão da Justiça Eleitoral e afirmou que irá recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Ele também garantiu que continuará no cargo enquanto aguarda o desfecho do recurso.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Edelo disse estar surpreso com a sentença e destacou que o próprio juiz da 56ª Zona Eleitoral teria reconhecido a ausência de provas contundentes sobre sua participação direta nas irregularidades. Segundo ele, essa contradição jurídica será o ponto central de sua defesa no TRE.
A decisão judicial também afetou a vice-prefeita Roseli Borges e o vereador Gilmar Celso Gonçalves, que teriam se beneficiado com a distribuição de frangos congelados, combustível e transporte como forma de aliciamento de votos.
Apesar de não haver comprovação de que Edelo e Roseli atuaram diretamente no esquema, a sentença apontou que a chapa foi beneficiada pela ação de terceiros. O magistrado baseou a cassação em provas como depoimentos, registros bancários e materiais audiovisuais, além de enfatizar que os votos obtidos entre indígenas poderiam ter sido decisivos no resultado da eleição, vencida por uma margem de 155 votos.
Por meio de nota, o prefeito reafirmou sua inocência e disse confiar na reversão da decisão. “Temos base jurídica sólida para comprovar nossa lisura. Vamos até o fim para defender o nosso mandato e a confiança do povo de Brasnorte”, declarou.




