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Policial militar é condenado por tentativa de homicídio e responde por feminicídio brutal

Tribunal do Júri condena policial militar a mais de 12 anos de prisão por tentativa de homicídio. Anos depois, ele voltou a cometer um crime ainda mais brutal: o assassinato da companheira na frente dos filhos.

🕒 Publicado em 09/07/2025 às 09:30

Após mais de 11 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (8), o policial militar Ricker Maximiano de Moraes a 12 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, por tentativa de homicídio qualificado contra um adolescente, em um caso ocorrido em 2018.

A decisão reconheceu as duas qualificadoras sustentadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT): motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Crime sem justificativa: “uma farsa”, diz promotor

De acordo com a denúncia, o PM atirou pelas costas contra um adolescente que caminhava com amigos, após se sentir incomodado por ser observado durante uma discussão com a então namorada, na Avenida General Melo, em Cuiabá.

O promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes destacou, durante o júri, que a suposta versão de legítima defesa apresentada por Ricker era “uma farsa construída com mentiras”.

“Alegar que os jovens caminhando juntos à noite justificava a abordagem dele foi desmontado pelas provas. A versão do assalto foi desmentida pelas câmeras de segurança e laudos técnicos”, afirmou o promotor.

Feminicídio chocante reacende histórico de violência

Cinco anos após a tentativa de homicídio, Ricker cometeu outro crime — ainda mais grave. Em 25 de maio de 2025, o PM assassinou a companheira Gabrieli Daniel de Sousa com três tiros, dentro da casa onde moravam, no bairro Praeiro. O crime ocorreu na presença dos dois filhos do casal, de 2 e 5 anos de idade.

O Ministério Público já ofereceu denúncia contra o réu por feminicídio qualificado, com agravantes como:

  • Violência doméstica
  • Presença de descendentes
  • Impossibilidade de defesa da vítima
  • Maternidade da vítima

Além disso, o MPMT também solicitou que Ricker seja julgado novamente pelo Tribunal do Júri e que haja reparação por danos morais e materiais à família da vítima.

Mais um caso que acende alerta sobre violência institucional

Os dois crimes cometidos por Ricker Maximiano revelam um padrão de conduta violento e incompatível com a função pública que exercia. Para o MP, o comportamento do policial representa desvio de caráter e uma afronta à honra da corporação militar.

“Por ser uma pessoa treinada, ele tinha o dever de proteger, não de agredir. A atitude dele envergonha a Polícia Militar”, concluiu o promotor Jacques Lopes.

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