A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na quarta-feira (2), a Operação Rastro Tóxico com o objetivo de desarticular um esquema de abastecimento ilegal de combustíveis em Conquista D’Oeste. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em um posto da cidade, onde foram flagradas diversas irregularidades ambientais.
Segundo a investigação, o proprietário do estabelecimento atuava de forma clandestina, descumprindo normas legais relacionadas à armazenagem, transporte e comercialização de substâncias perigosas, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98).
Durante o cumprimento do mandado, os policiais observaram o investigado se dirigindo aos fundos do imóvel, supostamente para verificar drenos de resíduos. Em seguida, ele teria instruído funcionários a “limpar a areia”, o que levantou suspeitas de tentativa de ocultação de provas.
Em ação coordenada, uma equipe acessou a parte traseira do imóvel e surpreendeu o gerente e um funcionário transportando uma bomba e diversos canos na caçamba de uma caminhonete, pertencente ao empresário. O flagrante interrompeu o que seria uma tentativa de esconder equipamentos utilizados no esquema.
Foram apreendidos no local:
- Um motor-bomba usado na transferência ilegal de combustível;
- Canos e conexões do sistema clandestino;
- Um container plástico com óleo diesel;
- Documentos administrativos indicando movimentação paralela de combustível;
- E o celular do principal suspeito.
As autoridades também identificaram um poço artesiano com ligações diretas ao posto e ao barracão, sem licenciamento ambiental, além de um sistema de drenagem que despejava resíduos diretamente em uma caixa de gordura instalada em um campo de futebol vizinho. Também foi detectado um acesso livre aos tanques subterrâneos, com bombas e mangueiras direcionadas exclusivamente para o barracão, o que permitia a comercialização fora dos registros oficiais.
Três homens foram detidos e levados à delegacia. Eles deverão responder por crimes ambientais. O posto foi embargado, e todo o material foi encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para análise técnica.
A operação contou com apoio da Polícia Militar Ambiental e da própria Politec.




