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NOTÍCIAPolícia Civil deflagra Operação Poço Sem Fundo contra fraudes milionárias na Metamat

Polícia Civil deflagra Operação Poço Sem Fundo contra fraudes milionárias na Metamat

Ação investiga associação criminosa que desviou ao menos R$ 22 milhões em contratos para perfuração de poços artesianos no interior do Estado

🕒 Publicado em 08/05/2025 às 11:45

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Poço Sem Fundo, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa instalada na Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat), responsável por fraudes em contratos de perfuração de poços artesianos destinados a comunidades rurais.

A operação cumpre 226 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra, incluindo 30 mandados de busca e apreensão, sequestro de 49 imóveis e 79 bens móveis, além de bloqueio de contas bancárias no valor estimado do prejuízo causado: R$ 22 milhões.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), com base em denúncias do Governo do Estado e auditorias realizadas pela Controladoria Geral do Estado (CGE). De acordo com os relatórios, o grupo atuava na Metamat desde 2020, promovendo a celebração e execução fraudulenta de contratos públicos.

Entre os alvos estão 24 pessoas físicas, das quais 16 são servidores ou ex-servidores públicos, além de seis empresas e oito empresários. As fraudes envolvem a execução parcial ou inexistente de obras, como poços perfurados em locais impróprios — áreas urbanas, granjas, garimpos e até dentro de propriedades particulares — além de estruturas que não forneciam água de forma adequada à população.

A Justiça determinou também o afastamento de servidores da Metamat e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), proibição de contato entre investigados, recolhimento de passaportes e suspensão de pagamentos e novos contratos com o Estado para as empresas envolvidas.

A operação mobilizou 120 policiais civis, integrando equipes das Diretorias de Atividades Especiais, Metropolitana e do Interior. Também estão sendo cumpridas ordens de quebra de sigilo de dados eletrônicos vinculados aos investigados.

O nome da operação, Poço Sem Fundo, faz referência à expressão popular usada para indicar desvios sem controle de recursos públicos, simbolizando o rastro de corrupção e prejuízo aos cofres do Estado.

DA REDAÇÃO

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