Proposta polêmica também trata da proibição do porte de armas no plenário; clima foi de tensão e atrasos durante sessão marcada por discussões e protestos
A votação do projeto de resolução que propõe proibir o uso de celulares para gravações durante as sessões legislativas da Câmara Municipal de Várzea Grande foi adiada nesta terça-feira (13), após pedido de vista apresentado pelo vereador Samir Katumata (PL), líder da prefeita Flávia Moretti na Casa.
A proposta, considerada polêmica, foi elaborada por um grupo de vereadores e também aborda a proibição do porte de armas dentro do plenário. No entanto, o que tem gerado maior repercussão é o artigo que veta o uso de dispositivos de gravação durante as sessões, medida vista por críticos como um retrocesso à transparência do Legislativo.
Antes do debate sobre o projeto, os vereadores ouviram o diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), coronel Zilmar Dias, que apresentou ações para combater a crise no abastecimento de água no município.
Quando finalmente a matéria foi colocada em pauta, o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), suspendeu a sessão por cinco minutos, em meio ao aumento da tensão entre os parlamentares.
Discussões acaloradas e protesto de servidores da Educação
Durante o debate, o vereador Caio Cordeiro (PL) tentou articular com os colegas a rejeição da proposta. Em um momento inusitado, os vereadores formaram um círculo no centro do plenário para discutir a matéria. O clima esquentou e houve bate-boca entre alguns parlamentares.
Enquanto isso, servidores da Educação lotaram a galeria da Câmara em protesto, exigindo que a reposição salarial da categoria fosse incluída na pauta do dia.
“Estamos aqui fazendo pressão para que nossa pauta fosse inserida na Ordem do Dia, sendo que essa reposição salarial deveria ter sido feita a partir de janeiro”, cobrou o presidente do Sintep de Várzea Grande.
Projeto segue em pauta
Com o pedido de vista, o projeto não foi votado, mas continuará em pauta e poderá ser reapreciado em uma próxima sessão, após o texto ser devolvido por Samir Katumata.
Nos bastidores, o clima continua dividido entre os parlamentares. Parte defende a medida como uma forma de garantir a ordem nos trabalhos legislativos, enquanto outros a veem como tentativa de cerceamento da liberdade de expressão e da fiscalização popular.
DA REDÃO




