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Operação “Sem Rastros” mira grupo criminoso por homicídio e ocultação de cadáver em Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 12 ordens judiciais e aponta execução planejada com tentativa de eliminar evidências

🕒 Publicado em 29/04/2026 às 06:59

A intensificação do combate ao crime organizado em Mato Grosso ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (29), com a deflagração da operação “Sem Rastros”, coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso. A ação tem como foco desarticular um grupo investigado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver ocorridos em fevereiro de 2026, no município de Araputanga.

Ao todo, foram expedidas 12 ordens judiciais pela Vara Única de Araputanga, incluindo três mandados de prisão preventiva, um de internação provisória, quatro de busca e apreensão e quatro de quebra de sigilo telefônico. As diligências são realizadas também nos municípios de Indiavaí, Cáceres e Figueirópolis D’Oeste, ampliando o alcance da investigação.

Investigação e desaparecimento

O caso teve início após o registro do desaparecimento da vítima, vista pela última vez em 20 de fevereiro deste ano. A partir daí, a Delegacia de Polícia de Araputanga conduziu um trabalho investigativo que se estendeu por cerca de dois meses, resultando na identificação de cinco suspeitos com participação direta no crime.

Durante esse período, foram reunidos diversos elementos probatórios, como relatórios investigativos, depoimentos, representações formais e registros audiovisuais, que sustentaram os pedidos judiciais e contribuíram para o avanço das apurações.

As buscas também contaram com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e da Politec, que atuaram tanto na tentativa de localização do corpo quanto na realização de perícias técnicas essenciais para o esclarecimento do caso.

Dinâmica do crime

Segundo a linha investigativa, a vítima vinha sendo ameaçada por integrantes da facção criminosa, motivados por suspeitas de envolvimento em crime de natureza sexual. No dia do crime, os suspeitos teriam armado uma emboscada em uma residência previamente escolhida.

A ação foi executada de forma coordenada, com o objetivo de impedir qualquer reação da vítima. Em seguida, ela foi levada até as margens do Rio Jauru, onde foi assassinada com um golpe de faca na região do pescoço.

Após o homicídio, os criminosos ainda tentaram dificultar a investigação ao incendiar o corpo e descartá-lo no rio, em uma tentativa deliberada de eliminar vestígios.

Um dos investigados, já conhecido pelas forças de segurança e monitorado por tornozeleira eletrônica, rompeu o dispositivo logo após o crime e fugiu em direção a Cáceres.

Estratégia e integração nacional

O nome da operação faz referência direta à tentativa dos envolvidos de apagar evidências e impedir a elucidação do crime. A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa estadual de combate às facções criminosas.

Além disso, a ofensiva também está inserida no contexto da Operação Nacional coordenada pela Renorcrim, sob gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp e da Diopi. A iniciativa promove a integração entre as Polícias Civis de todo o país, ampliando a eficiência no enfrentamento ao crime organizado.

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