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Operação Broker Phantom: Polícia Civil cumpre mandados contra grupo de estelionatários em MT e mais três estados

Ação conjunta das Polícias Civis de Mato Grosso e Goiás mira organização criminosa que aplicava golpes em plataformas de comércio eletrônico; prejuízo estimado chega a R$ 2 milhões

🕒 Publicado em 22/05/2025 às 11:02

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, deflagrou na manhã desta quinta-feira (22/5), em parceria com a Polícia Civil de Goiás, a Operação Broker Phantom, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato e lavagem de dinheiro, com atuação em âmbito nacional.

A investigação foi conduzida pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF/DEIC) da Polícia Civil de Goiás e resultou na expedição de 157 ordens judiciais, que estão sendo cumpridas nos estados de Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina. A operação mobiliza mais de 400 policiais civis nas ações coordenadas.

Mandados e ações em Mato Grosso

Em Mato Grosso, foram expedidas 74 ordens judiciais, sendo 37 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão, com alvos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Primavera do Leste, Diamantino e São José do Rio Claro.

No total da operação, estão sendo cumpridos:

  • 78 mandados de busca e apreensão domiciliar
  • 59 mandados de prisão temporária
  • 18 mandados de prisão preventiva
  • Quebras de sigilos telemáticos e telefônicos
  • Sequestro de bens até o limite do prejuízo causado

Esquema fraudulento e golpe do intermediário

As investigações revelaram um esquema sofisticado de fraude, baseado em técnicas de engenharia social e no uso de plataformas de comércio eletrônico para aplicar o chamado “golpe do intermediário”. O grupo criminoso criou ao menos 144 anúncios falsos, operando com mais de 40 contas diferentes, todas utilizando perfis e identidades falsas.

As vítimas eram convencidas a realizar transferências bancárias para contas de terceiros, geralmente “laranjas”, manipuladas pelo grupo. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 2 milhões.

Próximos passos

A investigação prossegue com a análise do material apreendido e das informações obtidas com as quebras de sigilo, com o objetivo de identificar novos integrantes da quadrilha, apurar o grau de envolvimento de cada suspeito e recuperar os valores desviados.


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