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MP denuncia sogra e médico por envenenamento e morte de mulher em SP

Mãe e filho são acusados de feminicídio após administrarem veneno por dias; outra vítima pode ter sido a filha da idosa

🕒 Publicado em 03/07/2025 às 10:41

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Elizabete Arrabaça, de 67 anos, e seu filho, o médico Luiz Antonio Garnica, de 38, pela morte de Larissa Rodrigues, de 37 anos, esposa de Luiz. Segundo a acusação, Elizabete teria envenenado a nora gradualmente por cerca de dez dias, até aplicar a dose fatal no dia 21 de março deste ano. A motivação apontada seria financeira.

De acordo com o promotor Marcus Tulio Alves Nicolino, mãe e filho enfrentavam dificuldades econômicas e decidiram matar Larissa após ela manifestar o desejo de se divorciar. A separação implicaria na divisão do patrimônio do casal, incluindo o imóvel onde residiam, o que pioraria ainda mais a situação financeira da família.

As investigações revelam que Elizabete passou a visitar Larissa frequentemente, levando alimentos supostamente contaminados. Vizinhos e amigos relataram que Larissa começou a passar mal justamente após essas visitas. Além disso, Luiz Garnica teria impedido a esposa de procurar ajuda médica, alegando que cuidaria dela pessoalmente.

Em 21 de março, após Larissa anunciar que formalizaria o divórcio na semana seguinte, Elizabete teria ministrado a dose letal do veneno. No dia seguinte, Larissa foi encontrada inconsciente no banheiro e veio a óbito. A análise do Instituto Médico Legal (IML) confirmou a presença de chumbinho no corpo da vítima.

Mãe e filho foram presos preventivamente e denunciados por feminicídio com três agravantes: motivo torpe, uso de veneno e impossibilidade de defesa da vítima.

Outra morte sob suspeita

Durante a investigação, a polícia também suspeitou que Elizabete possa ter envenenado a própria filha, Nathalia Garnica, de 42 anos, um mês antes da morte de Larissa. Nathalia morreu inicialmente por causas tidas como naturais, mas a exumação do corpo revelou traços da mesma substância tóxica.

Segundo o MP, Elizabete teria uma dívida de aproximadamente R$ 320 mil. Como Nathalia era solteira e sem filhos, os bens dela poderiam ser herdados pela mãe.

“Acreditamos que ela viu que deu certo com a filha, pois ninguém desconfiou. Depois, usou o mesmo método contra a nora”, afirmou o promotor.

A denúncia formal contra os dois foi apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 1º de julho. Ambos negam envolvimento nos crimes.

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