Kenya, a última elefanta mantida em cativeiro na Argentina, está a caminho de um novo lar: o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT). Aos 44 anos, a elefanta africana viveu isolada por quatro décadas no antigo Ecoparque Mendoza e agora embarca em uma jornada de recomeço após uma vida de confinamento.
A viagem de 3.400 km teve início no último domingo (6) e deve durar cinco dias. Até o momento, o comboio — que conta com cuidadores argentinos, equipe veterinária especializada e suporte logístico — já cruzou Santa Catarina e avança pelo Paraná. Kenya segue em um contêiner adaptado, monitorada por câmeras, bem alimentada com frutas e vegetais, e hidratada ao longo do percurso.
No santuário mato-grossense, a elefanta terá, pela primeira vez, a chance de conviver com outros da sua espécie. Sua nova companheira será Pupy, resgatada recentemente e também da espécie africana. O SEB abriga outros cinco elefantes: Maia, Rana, Mara, Bambi e Guillermina.
De temperamento reservado, Kenya já mostra pequenos sinais de confiança segundo a equipe do santuário. “Ela demonstrou uma resiliência silenciosa — respondendo à gentileza e à paciência com pequenos, mas significativos sinais de confiança”, destacou a instituição em nota.
A organização sem fins lucrativos, fundada em 2016, é o primeiro e único santuário de elefantes na América Latina. Com estrutura voltada à reabilitação e liberdade desses animais, o SEB depende de doações para manter os cuidados com os elefantes. É possível contribuir com qualquer valor, adquirir produtos da instituição ou se tornar padrinho/madrinha de Kenya e dos outros residentes, com doações mensais a partir de R$ 100.




