O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs, de 55 anos, foi parcialmente condenado nesta quarta-feira (2) após um longo julgamento nos Estados Unidos. O júri, composto por 12 pessoas, declarou o artista culpado por duas acusações de transporte para fins de prostituição, mas o inocentou das imputações mais graves, como associação criminosa e tráfico sexual.
As denúncias, que envolveram sua ex-namorada Cassandra Ventura (Cassie) e outra mulher identificada apenas como “Jane”, afirmavam que Diddy liderava uma rede de exploração sexual alimentada por drogas, chantagem e abuso de poder. O processo se estendeu por quase dois meses e mobilizou o depoimento de 34 testemunhas, além de milhares de registros e provas documentais.
Decisão do júri:
- Associação criminosa: Inocente
- Tráfico sexual de Cassandra Ventura: Inocente
- Transporte para prostituição (Cassie): Culpado
- Tráfico sexual de “Jane”: Inocente
- Transporte para prostituição (“Jane”): Culpado
Apesar da gravidade das acusações, o júri não reconheceu Diddy como líder de uma organização criminosa — imputação frequentemente usada contra figuras do crime organizado. Essa era a acusação mais séria, que poderia resultar em uma sentença ainda mais severa.
Após ouvir o veredito, o rapper reagiu de forma contida: olhou para a família, ajoelhou-se em silêncio e, ao se levantar, aplaudiu discretamente em direção à galeria do tribunal. Ele foi levado sob custódia imediatamente após a sessão.
A promotoria, representada por Maurene Comey, pediu que Combs permaneça preso, alegando que ele continuou cometendo crimes mesmo após ser investigado e que representa risco de reincidência. Já a defesa solicitou que ele fosse liberado sob condições específicas, destacando que ele foi inocentado das acusações mais sérias.
Histórico do caso
As acusações vieram à tona após Cassandra Ventura mover uma ação civil contra Diddy, acusando-o de agressão sexual. Embora esse processo tenha sido resolvido fora dos tribunais, ele motivou novas denúncias criminais. Segundo a promotoria, o artista usava sua influência para manipular, ameaçar e forçar mulheres a participar de atividades sexuais degradantes, frequentemente sob efeito de drogas.
A defesa, por sua vez, destacou que as relações eram consensuais e que nenhuma das testemunhas citadas como cúmplices da suposta organização criminosa depôs contra Combs. Alegaram ainda que muitas das envolvidas tinham laços afetivos com o rapper e participaram das situações por vontade própria.
Perspectivas legais
Mesmo com a absolvição das acusações mais graves, Sean Combs ainda enfrenta risco de até 20 anos de prisão pelas duas condenações restantes. O caso deve seguir para nova fase de sentença nas próximas semanas.




