A tensão no Oriente Médio aumentou nesta segunda-feira (4) após o governo do Irã afirmar que impediu a entrada de navios de guerra “americano-sionistas” no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás.
Segundo informações divulgadas pela televisão estatal iraniana, as forças navais do país emitiram alertas e impediram a aproximação de embarcações militares estrangeiras da região.
A agência iraniana Fars também informou que dois mísseis teriam atingido um navio de guerra dos Estados Unidos próximo à cidade de Jask, no Golfo de Omã, após a embarcação supostamente ignorar advertências das autoridades iranianas.
No entanto, uma autoridade norte-americana negou que qualquer navio dos EUA tenha sido atingido. A informação foi divulgada por um repórter do site Axios. Até o momento, não há confirmação independente sobre o suposto ataque.
A escalada ocorre após declarações do presidente Donald Trump, que afirmou no domingo (3) que os EUA pretendem auxiliar embarcações retidas no Golfo devido ao conflito envolvendo o Irã.
Segundo Trump, os Estados Unidos iriam “guiar” navios comerciais para garantir a circulação segura na região, embora sem detalhar como a operação seria executada.
Em resposta, o comando unificado das Forças Armadas iranianas reforçou que a segurança no Estreito de Ormuz está sob controle do Irã e alertou que qualquer movimentação naval estrangeira deve ser previamente coordenada com os militares iranianos.
O chefe do comando unificado iraniano, Ali Abdollahi, declarou que forças militares estrangeiras poderão ser alvo de ataques caso tentem se aproximar da região sem autorização.
Desde o início do conflito, o Irã intensificou o controle sobre embarcações que transitam pelo Golfo, afetando o fluxo internacional de petróleo e gás natural. Especialistas apontam que o bloqueio parcial da rota já provocou forte impacto no mercado global de energia, com alta significativa nos preços dos combustíveis.
Os Estados Unidos também ampliaram sua presença militar na região. O Comando Central dos Estados Unidos informou que apoia operações navais no Oriente Médio com cerca de 15 mil militares, mais de 100 aeronaves, drones e navios de guerra.
O comandante do Centcom, Brad Cooper, afirmou que a presença militar norte-americana busca garantir segurança regional e estabilidade econômica global.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas estratégicas do comércio mundial, responsável pelo transporte de grande parte do petróleo exportado pelos países do Oriente Médio.
**Informações via Agência Brasil




