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Irã afirma ter impedido entrada de navios dos EUA no Estreito de Ormuz em meio à escalada militar

Governo iraniano diz que embarcações norte-americanas ignoraram alertas; EUA negam ataque contra navio de guerra

🕒 Publicado em 04/05/2026 às 09:01

A tensão no Oriente Médio aumentou nesta segunda-feira (4) após o governo do Irã afirmar que impediu a entrada de navios de guerra “americano-sionistas” no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás.

Segundo informações divulgadas pela televisão estatal iraniana, as forças navais do país emitiram alertas e impediram a aproximação de embarcações militares estrangeiras da região.

A agência iraniana Fars também informou que dois mísseis teriam atingido um navio de guerra dos Estados Unidos próximo à cidade de Jask, no Golfo de Omã, após a embarcação supostamente ignorar advertências das autoridades iranianas.

No entanto, uma autoridade norte-americana negou que qualquer navio dos EUA tenha sido atingido. A informação foi divulgada por um repórter do site Axios. Até o momento, não há confirmação independente sobre o suposto ataque.

A escalada ocorre após declarações do presidente Donald Trump, que afirmou no domingo (3) que os EUA pretendem auxiliar embarcações retidas no Golfo devido ao conflito envolvendo o Irã.

Segundo Trump, os Estados Unidos iriam “guiar” navios comerciais para garantir a circulação segura na região, embora sem detalhar como a operação seria executada.

Em resposta, o comando unificado das Forças Armadas iranianas reforçou que a segurança no Estreito de Ormuz está sob controle do Irã e alertou que qualquer movimentação naval estrangeira deve ser previamente coordenada com os militares iranianos.

O chefe do comando unificado iraniano, Ali Abdollahi, declarou que forças militares estrangeiras poderão ser alvo de ataques caso tentem se aproximar da região sem autorização.

Desde o início do conflito, o Irã intensificou o controle sobre embarcações que transitam pelo Golfo, afetando o fluxo internacional de petróleo e gás natural. Especialistas apontam que o bloqueio parcial da rota já provocou forte impacto no mercado global de energia, com alta significativa nos preços dos combustíveis.

Os Estados Unidos também ampliaram sua presença militar na região. O Comando Central dos Estados Unidos informou que apoia operações navais no Oriente Médio com cerca de 15 mil militares, mais de 100 aeronaves, drones e navios de guerra.

O comandante do Centcom, Brad Cooper, afirmou que a presença militar norte-americana busca garantir segurança regional e estabilidade econômica global.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas estratégicas do comércio mundial, responsável pelo transporte de grande parte do petróleo exportado pelos países do Oriente Médio.

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