A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se prepara para viver um momento inédito em sua história. Em julho de 2025, a liderança indígena Eliane Xunakalo deve assumir uma das cadeiras do Parlamento estadual, tornando-se a primeira mulher indígena a ocupar o cargo no Estado.
A posse de Eliane é fruto de um acordo interno do Partido dos Trabalhadores (PT), que iniciou um rodízio entre seus suplentes. Presidente da Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (FepoiMT), ela é uma das suplentes da sigla e foi incluída no cronograma de substituições temporárias na bancada.
A movimentação começou com o afastamento do deputado estadual Valdir Barranco por 30 dias, o que permitiu a posse de Henrique Lopes, presidente da CUT-MT e integrante do Sintep-MT. Também está previsto o afastamento do deputado Lúdio Cabral, para que todos os suplentes tenham a oportunidade de exercer o mandato nos próximos meses.
Entre os nomes que participarão do rodízio estão ainda a professora Graciele (de Sinop), o ex-prefeito de Juína, Altir Peruzzo, e a ex-vereadora de Cuiabá, Edna Sampaio — que, mesmo sendo a primeira suplente, cedeu sua vez a Henrique Lopes, abrindo espaço para a alternância de vozes dentro da legenda.
Atualmente, apenas uma mulher ocupa uma das 24 cadeiras da ALMT. A entrada de Eliane Xunakalo representa um avanço importante na representatividade de gênero e de origem étnica dentro do legislativo estadual.
Da Redação




