terça-feira, agosto 25, 2026
39 C
Cuiabá
spot_img
NOTÍCIAIBGE aponta envelhecimento da população e desaceleração do crescimento no Brasil

IBGE aponta envelhecimento da população e desaceleração do crescimento no Brasil

Dados da Pnad 2025 revelam mudanças demográficas, sociais e estruturais no perfil dos brasileiros

🕒 Publicado em 17/04/2026 às 09:16

O Brasil está passando por uma transformação demográfica significativa, marcada pelo envelhecimento da população e pela redução no ritmo de crescimento populacional. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, a população brasileira atingiu 212,7 milhões de pessoas em 2025, registrando um crescimento de apenas 0,39% em relação ao ano anterior. O índice segue uma tendência de desaceleração, mantendo-se abaixo de 0,60% desde 2021. Do total de habitantes, 51,2% são mulheres e 48,8% homens.

A pesquisa evidencia uma mudança no perfil etário da população. Houve redução no número de pessoas com menos de 40 anos, enquanto as faixas acima dessa idade apresentaram crescimento. A população com 60 anos ou mais, por exemplo, saltou de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025, indicando um avanço consistente do envelhecimento populacional.

Essa transformação também é refletida na pirâmide etária, que apresenta base mais estreita — representando menos jovens — e topo mais largo, com maior concentração de idosos.

Diferenças regionais e mudanças no perfil racial

Os dados mostram que as desigualdades regionais ainda são marcantes. As regiões Norte e Nordeste concentram maior proporção de jovens, enquanto Sul e Sudeste apresentam maior percentual de idosos.

Também houve mudanças na autodeclaração de cor ou raça. A proporção de pessoas que se declaram brancas caiu de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025. Já a população que se declara preta cresceu de 7,4% para 10,4% no mesmo período.

Cresce número de pessoas que moram sozinhas

Outro destaque do levantamento é o aumento dos domicílios unipessoais. Em 2025, 19,7% das residências são ocupadas por apenas uma pessoa, frente a 12,2% em 2012. Apesar disso, o modelo familiar tradicional ainda predomina, embora em queda.

Entre os que vivem sozinhos, há diferenças de perfil: homens estão mais concentrados na faixa dos 30 aos 59 anos, enquanto mulheres predominam entre idosos com 60 anos ou mais.

Habitação e infraestrutura mostram avanços com desigualdades

A pesquisa também aponta mudanças no perfil habitacional. O número de imóveis alugados cresceu, enquanto a proporção de casas próprias quitadas diminuiu. As casas seguem predominantes, mas os apartamentos vêm ganhando espaço.

No campo da infraestrutura, houve avanços importantes, mas com forte desigualdade regional. O acesso à água por rede geral chegou a 86,1% dos domicílios, porém é significativamente menor nas áreas rurais e na Região Norte.

O saneamento básico ainda apresenta desafios: 71,4% dos domicílios têm acesso adequado, mas o índice cai drasticamente no Norte. Já a coleta de lixo e o acesso à energia elétrica avançaram, aproximando-se da universalização em algumas regiões.

Além disso, houve aumento no acesso a bens duráveis. A maioria das residências possui geladeira, e cresceu o número de domicílios com máquina de lavar, veículos e motocicletas.

O levantamento reforça tendências estruturais do país, evidenciando a necessidade de planejamento público voltado ao envelhecimento populacional, à redução das desigualdades regionais e à ampliação da infraestrutura básica.

COLUNAS
spot_img
NOTICIAS
spot_img
LEIA MAIS