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Homem é preso suspeito de matar familiares da ex-companheira após anos de agressões

Polícia Civil cumpriu mandado contra suspeito de extrema violência que aterrorizava ex-parceira e sua família em Várzea Grande

🕒 Publicado em 06/07/2025 às 09:03

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu neste sábado (5), em Várzea Grande, um homem de 31 anos investigado por matar o pai e o concunhado de sua ex-companheira. A captura foi realizada por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da CORE e do Ciopaer.

De acordo com as investigações, o suspeito já apresentava um histórico de violência desde 2018, com diversas agressões contra a ex-parceira. Em uma dessas ocasiões, o concunhado tentou defender a vítima e acabou sendo assassinado com golpes de faca.

Apesar de ter sido preso anteriormente por descumprir medidas protetivas, ele obteve liberdade condicional. No entanto, as agressões recomeçaram, o que levou a nova solicitação de proteção judicial em 2025. O relacionamento entre os dois era marcado por separações e reaproximações constantes.

Segundo o delegado Edison Pick, o homem é considerado extremamente violento e ameaçador. Após sua soltura, voltou a intimidar a ex-companheira, que chegou a hesitar em acionar o botão do pânico por medo de represálias. A investigação aponta que toda a família vivia sob tensão diante das ameaças constantes.

No dia 8 de junho deste ano, o pai da vítima tentou intervir em mais uma agressão e acabou gravemente ferido. Ele foi internado na UTI, mas não resistiu e morreu dez dias depois. Inicialmente, a família tentou relatar o caso como um assalto, temendo represálias do agressor. No entanto, novas apurações confirmaram que o ataque foi cometido pelo próprio suspeito.

Mesmo monitorado por tornozeleira eletrônica, o homem manteve o padrão de violência, desrespeitando as restrições e agredindo novamente a ex no dia 28 de junho. A irmã da vítima também confirmou o episódio.

O acusado, apontado pela polícia como de alta periculosidade, deve ser transferido para o regime fechado e responder por mais um homicídio, além dos crimes de violência doméstica com base na Lei Maria da Penha.

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