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Falsos agentes são presos em Alta Floresta ao tentar criar “delegacia ambiental fantasma”

Grupo usava símbolos da República e afirmava representar conselho inexistente ligado ao Ministério da Justiça

🕒 Publicado em 04/07/2025 às 08:29

Quatro homens foram presos em flagrante na manhã desta quinta-feira (3), dentro da sede da Prefeitura de Alta Floresta (MT), ao tentarem implementar uma suposta “Delegacia do Meio Ambiente” vinculada a um falso órgão federal. Eles são suspeitos de crimes como falsidade ideológica, usurpação de função pública, falsificação de símbolos oficiais e associação criminosa.

A prisão ocorreu por volta das 10h15, durante uma reunião do grupo com o secretário municipal de Finanças, no gabinete do prefeito. A detenção foi realizada por policiais do 8º Batalhão da Polícia Militar, após investigação da Agência Regional de Inteligência.

Segundo a PM, os suspeitos se apresentavam como representantes de um “Conselho Federal” que, segundo eles, teria sede em Brasília e estaria ligado ao Ministério da Justiça — o que foi desmentido pelas autoridades. A instituição, na realidade, é de natureza privada e sem qualquer relação com órgãos públicos.

Na tarde anterior, o grupo já havia causado desconfiança ao visitar o quartel do 9º Comando Regional da PM usando camisetas pretas com brasões da República, distintivos falsos e circulando em uma caminhonete caracterizada como viatura da Polícia Federal, equipada com sirene e giroflex.

Durante a abordagem, os suspeitos alegaram estar em missão para implantar uma unidade ambiental na cidade. No entanto, a investigação descobriu que a organização oferece firmar convênios com órgãos públicos e privados para promover ações sociais — tudo sob a fachada de uma entidade “federal”, sustentada por patrocínios de empresas, segundo seu próprio site.

Golpe pode ter alcance nacional

A Polícia Civil agora apura se o grupo aplicou golpes semelhantes em outros municípios do estado e até fora de Mato Grosso. A ação chamou atenção pela ousadia do grupo, que conseguiu entrar em prédios públicos e participar de reuniões oficiais usando documentos falsos e uma estrutura cuidadosamente montada para simular legitimidade institucional.

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