Quatro homens foram presos em flagrante na manhã desta quinta-feira (3), dentro da sede da Prefeitura de Alta Floresta (MT), ao tentarem implementar uma suposta “Delegacia do Meio Ambiente” vinculada a um falso órgão federal. Eles são suspeitos de crimes como falsidade ideológica, usurpação de função pública, falsificação de símbolos oficiais e associação criminosa.
A prisão ocorreu por volta das 10h15, durante uma reunião do grupo com o secretário municipal de Finanças, no gabinete do prefeito. A detenção foi realizada por policiais do 8º Batalhão da Polícia Militar, após investigação da Agência Regional de Inteligência.
Segundo a PM, os suspeitos se apresentavam como representantes de um “Conselho Federal” que, segundo eles, teria sede em Brasília e estaria ligado ao Ministério da Justiça — o que foi desmentido pelas autoridades. A instituição, na realidade, é de natureza privada e sem qualquer relação com órgãos públicos.
Na tarde anterior, o grupo já havia causado desconfiança ao visitar o quartel do 9º Comando Regional da PM usando camisetas pretas com brasões da República, distintivos falsos e circulando em uma caminhonete caracterizada como viatura da Polícia Federal, equipada com sirene e giroflex.
Durante a abordagem, os suspeitos alegaram estar em missão para implantar uma unidade ambiental na cidade. No entanto, a investigação descobriu que a organização oferece firmar convênios com órgãos públicos e privados para promover ações sociais — tudo sob a fachada de uma entidade “federal”, sustentada por patrocínios de empresas, segundo seu próprio site.
Golpe pode ter alcance nacional
A Polícia Civil agora apura se o grupo aplicou golpes semelhantes em outros municípios do estado e até fora de Mato Grosso. A ação chamou atenção pela ousadia do grupo, que conseguiu entrar em prédios públicos e participar de reuniões oficiais usando documentos falsos e uma estrutura cuidadosamente montada para simular legitimidade institucional.




