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NOTÍCIAFalsa médica que atuava em Manaus tem prisão preventiva mantida pela Justiça

Falsa médica que atuava em Manaus tem prisão preventiva mantida pela Justiça

Sophia Livas, que se apresentava como pediatra e obstetra, foi presa após investigação revelar atendimentos ilegais a crianças, gestantes e pacientes com TEA em Manaus.

🕒 Publicado em 22/05/2025 às 10:32

Da Redação/ acaradopovo.com.br

Após quase dois anos atuando ilegalmente como médica, Sophia Livas de Morais Almeida, 29 anos, teve sua prisão preventiva mantida durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (20/5), no Fórum Henoch Reis, em Manaus. A decisão da juíza acolheu o mandado expedido com base em fortes indícios de exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e uso de documentos falsos, identificados pela Operação Azoth, deflagrada na segunda-feira (19/5) pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Embora formada em Educação Física, Sophia se apresentava como especialista em pediatria e obstetrícia, atendendo inclusive crianças com cardiopatias graves, gestantes de alto risco e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, ela chegou a prescrever medicamentos controlados (tarja preta), emitir atestados falsos e até lecionar em instituições de ensino superior da capital.

Para sustentar a fraude, a investigada alegava nas redes sociais ser sobrinha do prefeito de Manaus, David Almeida. Publicou, inclusive, fotos forjadas para reforçar a falsa proximidade: uma com o prefeito segurando uma criança — que, na verdade, é sua filha, Fernanda Aryel — e outra em que aparece ao lado dele em local público. Em nota, a Prefeitura de Manaus negou qualquer relação de parentesco e esclareceu que as imagens foram feitas por populares durante eventos públicos.

Operação Azoth

A prisão de Sophia ocorreu no âmbito da Operação Azoth. Na segunda-feira (19/5), policiais do 1º DIP cumpriram mandados de busca e apreensão em sua residência e em uma academia onde ela costumava treinar. A corregedoria da Polícia Civil reuniu provas de atendimentos ilegais, prescrições médicas irregulares e documentos falsificados.

Em vários casos, pacientes que suspeitaram da atuação da falsa médica procuraram a polícia. Em resposta, Sophia abriu boletins de ocorrência contra eles, alegando difamação — uma tentativa de intimidar e descredibilizar as denúncias.

A Delegacia Especializada em Crimes Contra a Saúde e o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) devem encaminhar o inquérito ao Ministério Público do Estado, que avaliará a apresentação da denúncia formal. Enquanto isso, Sophia permanece detida em cela da Polícia Civil, aguardando julgamento.

Crimes investigados:

  • Exercício ilegal da medicina
  • Falsidade ideológica
  • Uso de documento falso
  • Lesão corporal culposa (dependendo da análise de prontuários)

Vítimas identificadas:

  • Crianças com doenças cardíacas
  • Gestantes de alto risco
  • Pacientes com TEA
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