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NOTÍCIADefesa de empresário investigado por calote em formaturas pede habeas corpus

Defesa de empresário investigado por calote em formaturas pede habeas corpus

Empresário acusado de calote em formaturas alega colaboração com a Justiça e sustento da filha menor para tentar responder ao processo em liberdade.

🕒 Publicado em 22/05/2025 às 21:10

Da Redação/ acaradopovo.com.br

A defesa de Márcio Júnior Alves do Nascimento, empresário envolvido no suposto calote que comprometeu as formaturas de centenas de universitários em Cuiabá e Várzea Grande por meio da empresa Imagem e Eventos, ingressou com pedido de habeas corpus na tarde desta quinta-feira (22).

No pedido, a defesa alega que Márcio tem colaborado com as investigações, não responde por crime cometido com violência ou grave ameaça e é responsável pelo sustento de sua filha de apenas quatro anos de idade.

Segundo o advogado Wander Martins Bernardes, que representa o empresário, não há elementos que justifiquem a prisão preventiva de seu cliente. Ele contesta o argumento de que Márcio representaria risco à ordem pública ou à economia. O defensor destaca que o empresário se apresentou voluntariamente à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (DECON) na quarta-feira (21), onde prestou mais de três horas de depoimento.

“O fato de ele ter se apresentado de forma espontânea demonstra que não havia qualquer intenção de fuga”, afirma Bernardes. O advogado também pontua que Márcio possui residência fixa em Cuiabá, entregou voluntariamente seu celular com a senha às autoridades e se compromete a cumprir eventuais medidas cautelares.

A defesa ressalta ainda que a Imagem e Eventos atua no mercado há 28 anos e já atendeu cerca de 50 mil clientes, negando que a empresa tenha sido criada com o objetivo de aplicar golpes. Conforme o advogado, a crise enfrentada pela empresa teve origem em fatores externos, como a alta inadimplência, o aumento dos custos com fornecedores após a pandemia e o cenário econômico instável.

“Ao contrário do que sugere o clamor midiático, não houve qualquer premeditação para encerrar as atividades empresariais com o intuito de causar prejuízos”, sustenta a defesa.

O advogado também argumenta que o crime imputado ao empresário tem baixo potencial ofensivo e que a prisão preventiva seria excessiva diante das circunstâncias. Ele destaca ainda o papel de Márcio como único provedor financeiro da filha menor, o que tornaria sua presença no lar essencial.

“Portanto, não prospera o fundamento de que a decretação da prisão preventiva é necessária para assegurar a aplicação da lei penal”, finaliza o pedido.

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