domingo, agosto 23, 2026
20 C
Cuiabá
spot_img
NOTÍCIACuiabano conquista vaga em universidade internacional na República Tcheca

Cuiabano conquista vaga em universidade internacional na República Tcheca

Aos 20 anos, jovem realiza sonho de estudar em Praga e destaca segurança, diversidade e cultura local

🕒 Publicado em 05/07/2025 às 14:47

Movido pelo desejo de explorar novas culturas, o cuiabano Lucas Sales Reinehr, de 20 anos, mora há um ano em Praga, na República Tcheca. Ele decidiu se mudar para a capital tcheca para cursar administração na Anglo-American University, uma instituição internacional que recebe estudantes de diferentes países.

A mudança para a Europa não foi a primeira grande transformação em sua vida. Natural do bairro Coxipó, em Cuiabá, Lucas se mudou ainda criança para Boston, nos Estados Unidos, acompanhando a mãe, que havia reatado um relacionamento com um amigo de adolescência residente no país norte-americano.

Após cinco anos vivendo nos EUA, Lucas teve seu primeiro contato com a Europa ao visitar a Espanha, onde possuía amigos da família. Essa experiência despertou nele o interesse pelo continente, motivando-o a pesquisar outras opções de estudo, até se encantar por Praga.

Sem conhecer o idioma local e nunca ter visitado a cidade, Lucas viu na escolha uma oportunidade de viver algo totalmente novo.

“A falta de conhecimento e a adrenalina me atraíram muito. Queria experimentar algo diferente, viver um bom choque cultural — e foi exatamente o que encontrei lá”, contou.

No início, a adaptação foi marcada por sentimentos mistos, mas, com o passar do tempo, Lucas se integrou ao ambiente e fez amizades com mais facilidade do que em Boston. Ele elogia o clima histórico e turístico de Praga, além do custo de vida mais acessível se comparado a outras capitais europeias.

Outro ponto positivo para o jovem cuiabano é a sensação de segurança na cidade.

“Eu posso sair para um bar com amigos e voltar sozinho para casa sem medo. Aqui, não preciso me preocupar se alguém vai me seguir ou tentar me roubar. Esse nível de segurança supera tanto o Brasil quanto os EUA”, avaliou.

Por outro lado, Lucas precisou lidar com o comportamento reservado dos tchecos, que considera ainda mais distante do que o dos americanos. Ele explica que, principalmente os mais velhos, costumam evitar conversas com desconhecidos e não se sentem confortáveis em falar outros idiomas.

“A cultura soviética ainda influencia muito o povo tcheco, especialmente os mais velhos. Conversar com estranhos pode ser visto como falta de respeito”, observou.

Na universidade, as barreiras linguísticas não existem, pois todas as disciplinas são ministradas em inglês. A convivência multicultural, segundo Lucas, tem sido um grande diferencial acadêmico e pessoal.

“Por ser uma faculdade internacional, a gente conhece pessoas de várias partes do mundo. Se eu estivesse estudando no Brasil ou nos Estados Unidos, seria um único modo de aprender. Aqui, tenho contato com dez formas diferentes de resolver o mesmo problema”, concluiu.

COLUNAS
spot_img
NOTICIAS
spot_img
LEIA MAIS