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NOTÍCIAComunidade do Rio dos Peixes prospera com economia baseada no milho

Comunidade do Rio dos Peixes prospera com economia baseada no milho

Região entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães movimenta milhões com produção artesanal de pamonha e derivados

🕒 Publicado em 06/07/2025 às 10:41

Na comunidade do Rio dos Peixes, localizada no km 23 da MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, o milho é muito mais que um alimento: é o alicerce de uma cadeia produtiva que envolve aproximadamente 40 pequenos empresários. A economia do milho movimenta cerca de R$ 2,4 milhões por mês, gerando empregos, renda e impulsionando o turismo gastronômico local.

Segundo a Associação de Moradores Mini e Pequenos Produtores Rurais da Comunidade do Rio dos Peixes, a produção artesanal de pamonha, cural, bolos e outros quitutes derivados do milho sustenta dezenas de famílias e atrai cada vez mais visitantes que buscam sabores autênticos da culinária regional.

O pioneirismo na região é representado por Valdivino de Oliveira, conhecido como Seo Divino, fundador da tradicional Pamonharia do Divino. Ele se instalou na área em 1986, após deixar o estado de Goiás. A decisão de abrir um comércio à beira da estrada, quando o local ainda era isolado, mostrou-se estratégica com o tempo.

“Comecei fazendo pamonhas em Cuiabá, mas o negócio não decolou. A beira da estrada me pareceu promissora por ligar a capital à principal cidade turística do estado. Era tudo mato, mas vi o potencial”, relembra Divino.

Hoje, a pamonharia é referência, funcionando com uma equipe de oito funcionários. Em dias úteis, são vendidas cerca de 120 pamonhas. Nos finais de semana e feriados, o volume ultrapassa 300 unidades. A rotina começa antes do amanhecer, às 3h, com o preparo das espigas e a produção artesanal que envolve várias etapas – desde a limpeza do milho até o cozimento final, que Divino insiste em supervisionar pessoalmente.

“Todo o meu patrimônio veio da pamonha: casa, carro, alimentação, viagens, a educação dos meus filhos. Foram 40 anos de trabalho e dedicação. E valeu a pena”, afirma.

Atualmente, mais de 100 pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente na cadeia produtiva do milho na região. A consolidação desse polo de produção artesanal é vista como um modelo de desenvolvimento sustentável, que une tradição, empreendedorismo e turismo rural.

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