Da Redação/ acaradopovo.com.br
A primeira vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Maysa Leão (Republicanos), afirmou que a Casa aguarda a conclusão do inquérito da Operação Perfídia para tomar providências formais sobre a conduta dos vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB), afastados desde o dia 29 de abril.
Segundo a vereadora, a Câmara tem o compromisso de adotar as medidas necessárias, mas as ações precisam estar respaldadas em materialidade, ou seja, com base em provas concretas. “A mesa diretora vai tomar todas as providências com responsabilidade. A gente sabe que um dos vereadores tem materialidade, mas que o outro não tem. Não dá para apresentar algo só porque saiu na imprensa, porque isso gera vulnerabilidade para todos”, afirmou Maysa durante coletiva de imprensa na última terça-feira (20).
Processante contra Chico 2000 e críticas a Julier
Maysa também comentou sobre a representação processante protocolada contra o vereador Chico 2000, classificando-a como “objeto de vingança pessoal” por parte do ex-juiz Julier Sebastião da Silva, mencionando uma suposta tentativa de revanche contra o parlamentar.
Histórico de cassações e compromisso ético
A vereadora destacou que a Câmara de Cuiabá é o único parlamento em Mato Grosso que cassou mandatos em todas as legislaturas de vereadores acusados de improbidade administrativa ou quebra de decoro parlamentar. Apesar disso, reforçou que não há espaço para condenações antecipadas.
“A população pode cobrar, acompanhar. Eu sempre tive esse posicionamento. A gente não condena as pessoas de antemão. A abertura de um processo ético é a oportunidade de defesa desses vereadores e a gente vai tomar providências”, disse Maysa.
Sobre a Operação Perfídia
Deflagrada no dia 29 de abril, a Operação Perfídia investiga um esquema de pagamento de propina para a aprovação de projetos de interesse de uma empresa responsável pelas obras do Contorno Leste, em Cuiabá.
De acordo com as investigações, os vereadores teriam solicitado valores a um funcionário da empresa para viabilizar a aprovação de matéria legislativa, o que possibilitou que a empresa recebesse pagamentos devidos pela Prefeitura de Cuiabá no ano de 2023.




